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Tiago menor

Tiago foi um dos doze apóstolos, filho de Alfeu, também identificado nas narrações dos apóstolos como Santiago Menor ou Tiago Menor, também é citado como Tiago o Justo. Foi identificado como Tiago menor para não ser confundido com o outro apóstolo de nome Tiago que era irmão de João, vivendo desde o nascimento, consagrado a Deus. 

Foi sempre considerado um homem de grande pureza, total dedicação e abnegação.

Os evangelhos só falam dele nas listas dos apóstolos. Porém tal falta de informação foi compensada pelas fartas referências à sua ação e personalidade contidas nos Atos dos Apóstolos e na Carta de São Paulo aos Gálatas, que nos permitem saber que Tiago era, com Pedro e João, considerado colunas da Igreja. Foi com ele que Paulo, depois de convertido, se encontrou em Jerusalém. 

Dizem as Escrituras que Tiago sempre teve atenção e carinho da parte de Jesus Cristo, que além de considerá-lo um homem de grande elevação espiritual, ainda era seu parente próximo. Tiago foi testemunha da Ressurreição de Jesus. Antes de subir aos céus, Jesus, em uma aparição, deu a ele o dom da ciência como recompensa pela sua bondade. 

Devemos a Tiago práticos, sensíveis e prudentes ensinamentos. Como esta advertência, sempre muito atual: “Se alguém pensa ser religioso, mas não freia sua língua e engana seu coração, então é vã sua religião. A religião pura e sem mácula, aos olhos de Deus, nosso Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições e conservar-se puro da corrupção deste mundo”.

Tiago foi o primeiro apóstolo a dar a vida em nome de Jesus, tendo sido apedrejado e pisoteado entre o ano 61 e 62, mas antes de receber a coroa do martírio converteu muitos judeus a fé Cristã.

Como em nossa visão imediatista enxergaríamos Tiago? Um homem de pouco destaque entre os apóstolos se comparado a João, Marcos, Matheus e Pedro, por exemplo, cujos nomes estão registrados no novo testamento, ou até mesmo a Paulo que nem foi um seguidor do Cristo quando O Messias esteve encarnado entre os demais apóstolos, mas que tem seu nome gravado em inúmeras epístolas. A ele não foram creditados grandes milagres nem tampouco destaque dentro da casa do Caminho.

Mas ainda assim foi um dos apóstolos que Jesus escolheu para estar em seu pequeno círculo de convívio e a quem o Mestre confiou a conversão ao cristianismo dentro do povo judaico.

Aceitemos trabalhar como seguidores do Cristo, mesmo que nossas ações não sejam coroadas de glórias e reconhecimentos, pois ao retorno a pátria espiritual o que será de fato importante? A superexposição de nosso nome ou o agradecimento de Jesus perante a missão que Ele nos confiou trabalhando em seu nome?