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São chegados os tempos

A humanidade caminha a passos lentos, desenvolvendo-se pouco a pouco, assumindo a responsabilidade pelo seu adiantamento material e moral. Como já dissemos anteriormente, os homens desenvolvem-se mais facilmente na aquisição dos valores materiais do conhecimento e só mais tarde passam a almejar os princípios morais.

À época de Moisés, não obstante o seu reconhecimento do Deus único, ainda estavam distantes da pureza dos sentimentos. Sua compreensão da vida moral estava incipiente, necessitando representações materiais de adoração e uma justiça retributiva. Com Jesus instala-se no planeta o reino do amor, do perdão, da fraternidade. O lema do meigo Rabi da Galileia era o amor ao próximo e o fazer ao outro aquilo que quereríamos para nós mesmos. Assim, a moral dos tempos mosaicos dá um salto de qualidade, porém, nem todos ainda compreenderam o alcance das lições do Mestre. 

Durante séculos a humanidade se cobriu de trevas até que ressurgiu a luz pelas mãos da ciência e neste ambiente, abalado pela incredulidade e pelo extremo racionalismo, chegaram as vozes dos Espíritos a lembrarem a necessidade do cumprimento das leis morais, resumidas no amor ao criador e a todas as criaturas, mas demonstrando que nada se perde, os esforços são sempre considerados e o que se fez numa existência e o ponto de partida para a próxima. Antes os céus e o Paraíso pareciam inalcançáveis, moradas dos eleitos, mas hoje verificamos que todos os filhos do Pai são elegíveis a essas moradas celestiais, bastando alcançar o progresso material e moral, fruto de seu trabalho individual e colaborativo. 

Nenhuma criatura está irremediavelmente perdida, todas as ovelhas serão reconduzidas ao rebanho. 

Se dissemos que são chegados os tempos é porque a humanidade já está preparada por meio dessas revelações a escolher o caminho que vai trilhar, quando voltará ao aprisco e se entregará ao amor. E a regeneração do planeta está condicionada ao progresso material e moral de seus habitantes.   

Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 9 a 11.