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Povo de Israel

Dos espíritos vindos de Capela, os hebreus constituíram a raça mais forte e homogênea, mantendo seus caracteres inalterados através das mutações. Observamos que, se a certeza na existência de Deus era grande, seu orgulho nas concepções da Verdade e da Vida eram maiores. Empunhavam a bandeira do monoteísmo ostensivamente assim como exibiam vaidosamente a superioridade de seus valores e de sua aristocracia espiritual mantendo-se pouco acessível a comunhão com outras raças do Orbe. Em seu benefício conta o exemplo de vida, de fraternidade e solidariedade entre si, necessárias a este povo que tanto sofreu em diferentes momentos da história sobrevivendo à inúmeros climas sociais e políticos. Seus textos sagrados trazem conhecimentos científicos surpreendentes até para a atualidade. Seus hábitos religiosos e liturgias serviram de proteção e defesa em sua jornada de recuperação espiritual mantendo o povo focado em uma conduta de retidão e resiliência sob os desígnios de Deus. Com certeza eram os mais preparados na difusão dos tesouros do conhecimento espiritual superior, porém o orgulho e o exclusivismo foram motivo de muitos percalços e dissabores nesta trajetória. De Abraão, com sua história recheada de exemplos de fé na condução de sua própria vida pelas mãos de Deus, estabelecendo as bases para as vertentes do monoteísmo (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo) até Moises com o recebimento das Tábuas da Lei, temos inúmeras passagens no Velho Testamento sobre a perseverança ante a adversidade e o combate pela justiça deste povo tão valoroso. Mas ressalta-nos a observação da necessidade de observar que os ensinamentos de Jesus não nos sirvam apenas para o conhecimento, mas para a transformação intima, pautada na humildade do servidor sincero, disposto a aprender sempre. A seguir veremos Moisés e a libertação dos hebreus do jugo do Egito. Sempre baseados nos escritos de Emmanuel em A Caminho da Luz. Até Lá.