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Paz na Terra

Bem-aventurados os brandos porque herdarão a Terra. Bem-aventurados os pacíficos porque serão chamados filhos de Deus (Mateus, 5:5 e 9).

Estas promessas de Jesus nos devem levar a refletir sobre a questão do desenvolvimento moral e da forma pela qual nos posicionamos ante a violência. 

A herança da Terra diz respeito à transição do planeta para a regeneração, onde não caberá mais violência, guerras, injúria, cólera. Assumirmos nossa condição de filhos de Deus representada pela compreensão, fraternidade, cooperação e a resignação conquistada pelo conhecimento.

Essa construção, reflexo da lei do progresso, por vezes necessita da destruição, visto que o estado atual da humanidade ainda está direcionado ao progresso exclusivamente material/intelectual. Ao atingir o estágio de progresso moral/espiritual os homens, animados pelo sentimento de justiça, não necessitarão se posicionar pela força e, assim, a guerra e a destruição não mais terão razão de ser. A luta é consequência da inferioridade moral1.

O instinto da destruição é necessário na natureza para possibilitar a renovação. Isolado é um instinto cego e brutal e impera entre os primitivos e selvagens, cuja alma ainda não adquiriu qualidades reflexivas próprias a regular a destruição em justa medida2.

Os obreiros do bem, os bem-aventurados, devem assegurar a paz no mundo, no equilíbrio coletivo, assim como na consagração do cultivo da paz no cotidiano.

Alcançar a paz em nós se inicia com o desenvolvimento ético e moral, consolida-se na vivência desses princípios e atinge o ápice no serviço ao próximo, aspergindo através do exemplo o perfume da justiça, da compreensão, do amor e da caridade.

1 RE, ago/1864
2 RE, abr/1862