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Os caminhos para Deus

Desde o início de nossa viagem de iluminação espiritual, Deus nos concedeu todas as oportunidades para nosso desenvolvimento. 

Neste contexto temos, em nossa consciência, o roteiro para tornar essa viagem mais direta e suave, porém, nem sempre estamos atentos a este mapa e nos perdemos pelos atalhos do trajeto. Para estes momentos, temos espíritos superiores, em conhecimento e moralidade, para nos indicar o retorno ao curso reto, velando pelos viajantes que ainda estão a caminho.

No seio do povo judeu, o primeiro a crer no Deus único, Moisés foi imbuído da missão divina de retirá-los da escravidão no Egito e conduzi-los à Terra Prometida. Naquele momento tratava-se de um povo pouco desenvolvido no senso moral e sentimento de justiça, razão pela qual somente poderia ser impressionado pela visão de um Deus autoritário e vingativo. Para manter a ordem entre esse povo ignorante e indisciplinado, Moisés apoiou-se na autoridade divina ao ditar as leis que deveriam reger as relações sociais desse ajuntamento de pessoas no meio do deserto. 

Ao lado desse conjunto de leis sociais, adaptado àquele tempo, Moisés trouxe o acervo de leis atemporais e impessoais, também conhecido como o Decálogo ou Dez Mandamentos, leis que Moisés recebeu no alto do Monte Sinai e representavam o roteiro para uma viagem segura. Elas estabelecem sumariamente nossa conduta diante de Deus e dos homens e sobreviveram há mais ou menos 3.000 anos até chegar ao mundo moderno. 

Esse código de conduta mesmo tendo perdurado por tanto tempo ainda continua válido e mesmo Jesus, governador do planeta e espírito mais puro que já percorreu este globo, afirmou que não teria vindo para destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento. De que lei ele estava falando? Com certeza dessas leis eternas e imutáveis, inscritas em nossas consciências, cuja expressão material estava inscrita nesses dez enunciados morais. 

Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 2.