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Órfãos

Órfãos de mãe, de pai, de amor, de carinho. Quantos milhões de órfãos existem no planeta e não nos damos conta do enorme sofrimento gerado. 

A dor da falta dos pais, do amor e carinho que acalenta o coração, desenvolvem sequelas que criam traumas para toda a vida e para depois dela, pois que somos Espíritos imortais. Todo ser abandonado, privado de amor e cuidado é nosso irmão em evolução e reclama de nós, o esforço na prática constante do bem e da caridade.

“Meus irmãos, amai os órfãos. Se soubésseis quanto é triste ser só e abandonado, sobretudo em tenra idade! Deus permite que haja órfãos para nos induzir a lhes servir de pais. Que divina caridade ajudar uma pobre criaturinha abandonada, evitar que sofra fome e frio, dirigir sua alma, para que não se perca no vício.” O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Os motivos da orfandade são inúmeros e o trabalho social para acolhê-los é constante. Há projetos, por exemplo, que estimulam a adoção de crianças e adolescentes com mais de oito anos ou com alguma necessidade especial. 

Mas existem muitas outras situações de orfandade. Podemos encontrar órfãos onde não nos damos conta; sem atenção, negligenciamos suas dores e sofrimentos. Nas ruas, nos currais escuros, nos laboratórios frios, em tantos lugares esquecidos, existem milhões de órfãos invisíveis ao homem. Nossos irmãos animais, seres que aqui transitam conosco na jornada para a regeneração e que necessitam do nosso amparo e respeito para que essa mudança aconteça. 

“À essa orfandade triste, que nos desafia, em todos os setores da luta terrestre, podemos prestar o melhor concurso, — o concurso da bondade silenciosa e diligente, — que nos trará a resposta do progresso e do bem-estar de todos. “Livro Fonte de Paz, Chico Xavier. 

Embora a dura indiferença a esses órfãos, muitos estão despertando para o bem. Exemplo no caso dos bezerros de Cunha. Centenas de bezerros, órfãos do leite, deixados para morrer, foram encontrados por amigos que, por amor, dedicam seus dias para dar-lhes uma vida digna, como cada um deve ter um dia.

Atentemos nosso olhar sobre todos os irmãos nesse caminho a percorrer. Depende de cada um. Se não podemos agir mais diretamente, iniciemos com a conscientização e a prece, atos de amor para a iluminação do planeta e o fim do sofrimento alheio.