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O planeta de provas e expiações

“ …Há muitas moradas na casa de Meu Pai”
Jesus Cristo (João, cap XIV, v. 1-3)

O trabalho realizado na edificação do Planeta Terra atingia boa parte de seus objetivos, conforme relato de Emmanuel no livro “A caminho da Luz”, de Chico Xavier. Consolidada a crosta terrestre, nos oceanos ocorrem os primórdios da vida biológica. Era o momento de estabelecer as linhagens fixas de corpos de todos os animais. Répteis, peixes, mamíferos e, inclusive o homem, estavam nessa regra geral. 

Assim, todos os espíritos em evolução poderiam migrar, gradativamente, de espécie em espécie, até atingir a maturidade no reino hominal. Do primitivismo que dava início ao espectro da humanidade, os primeiros seres recém-saídos da animalidade confundiam-se com os primatas. 

Trilhavam o caminho lento, mas inexorável, para a construção das relações inteligentes e conscientes com o meio ambiente. No despertar de seu sono milenar o espírito começa, agora na forma primitiva, a exercitar seu arbítrio consciente constatando que cada ação corresponde a uma reação. 

Após eras de vida nômade, exerce a noção de território, compondo os princípios da propriedade, família e subsistência através da agricultura. Sua percepção das relações interpessoais e com seu entorno edificam os rudimentos da moralidade, entendendo que o auxílio que promove à sua volta retorna em benefício para si. 

Da mesma forma, compreende que a negligência ou a violência cometida trazem os mesmos resultados nefastos para seu caminho. E sente em sua própria pele o retorno de suas escolhas. São esboços do senso moral, que proporcionam ao ser os primeiros passos para a vida do espírito, condição imprescindível para sua evolução universal. No próximo mês, veremos o intercâmbio entre os planetas que impulsionaram nosso crescimento, em inúmeras áreas. Até lá!