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O instinto e a inteligência

Kardec discute neste item as diversas teorias a respeito do instinto e da Inteligência e diz que mais tarde essa questão será resolvida, quando tivermos mais elementos para concluirmos o raciocínio, mas faz algumas afirmações:

“O instinto é a força oculta que impulsiona os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, visando sua conservação. Nos atos instintivos não existe reflexão, combinação nem premeditação”.

 “A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados, conforme a oportunidade das circunstâncias. É incontestavelmente um atributo exclusivo da alma”.

“Todos os atos mecânicos são instintivos; o ato que denota reflexão e combinação é inteligente”.

“O instinto é um guia seguro, que jamais se engana; a inteligência, pelo simples fato de ser livre, ocasionalmente, está sujeita a erros.”

No livro dos espíritos, na resposta da questão 73 o espírito da verdade esclarece que “O instinto é uma espécie de inteligência, uma inteligência não racional”.

Noventa anos mais tarde André Luiz no livro “Evolução em dois mundos” detalha a questão do desenvolvimento do instinto. Neste livro, de psicografia de Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira, ele nos explica este desenvolvimento desde as fases em que o espírito estagia no reino mineral, transitando pelos reinos intermediários, atingindo o reino vegetal, o reino animal, onde aprende a automação do corpo, aprendizado de suma importância que libera o espírito para que no próximo estágio, no reino hominal, ele possa levantar voos mais altos, em novos aprendizados, aprofundando o desenvolvimento do intelecto e iniciando o aprendizado da moralidade, que o alçarão, um dia, ao reino angélico, a destinação de todos os filhos de Deus.

De posse destas informações podemos finalmente compreender que o instinto é uma inteligência que após exaustivas repetições se tornou automático.