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O corpo que habitamos

Somos surpreendidos quando, atuando como fisiologistas, médicos, biólogos, veterinários ou simplesmente como humanos, observamos o corpo físico que nos parece uma máquina complexa e dotada de muitas engrenagens. E essas engrenagens se mostram tão microscópicas que, na mais absoluta certeza, afirmamos ainda não termos compreendido toda a complexidade de seu funcionamento. 

Uma simples célula é uma verdadeira indústria de incontáveis substâncias em um ponto microscópico que se soma aos trilhões, formando nosso corpo. Encontramos no núcleo toda a engrenagem que dita a maneira como nosso corpo vai funcionar ao longo da reencarnação. O mais surpreendente é que, embora não saibamos descrever em detalhes a complexa fisiologia da dinâmica corporal, como espíritos conseguimos coordenar nosso corpo. 

As descobertas da medicina nos mostram que o nosso sistema endócrino, através da modulação hormonal, tem uma ação direta em nossas emoções e, consequentemente, em nossos pensamentos e, inevitavelmente, em nosso comportamento. André Luiz, no livro “Evolução em Dois Mundos”, descreve que ao longo de todo o reino animal, particularmente iniciando-se nos artrópodes, vemos o desenvolvimento do sistema endócrino sob coordenação do espírito-aprendiz. 

Cada glândula, cada hormônio, cada fase repetida incontáveis vezes até que se automatize a capacidade de produzir e determinar a ação de cada hormônio e a coordenação de todos os hormônios  que funcionam de forma interdependente, como harmoniosa orquestra nos recônditos do corpo. São milhares de anos para que o sistema endócrino esteja completamente formado. 

À medida que o espírito evolui, vai recebendo um corpo cada vez mais complexo, com novas glândulas, em um novo treinamento, a fim de que se torne capaz ao adentrar os répteis e  de coordenar todo o sistema endócrino. 

E, então, adaptá-lo segundo suas necessidades de aprendizado para o desenvolvimento da consciência para o ambiente ao redor, quando ocupará o corpo físico de aves e mamíferos. 

Por fim, modulando a evolução ligada à consciência de si mesmo, chegará o espírito ao reino hominal.  A observância da magnitude da evolução nos faz compreender quão pequenos somos diante da escrita divina no traçado do espírito do reino mineral ao reino angélico.