BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

O Consolador Prometido

Em sua passagem pela Terra, Jesus se fez homem para que pudéssemos enxergá-Lo; se fez exemplo, para que pudéssemos compreender Seus ensinamentos; personificou o amor, para que pudéssemos aprender a amar.
Mesmo assim, após Seu retorno à pátria divina, a humanidade esqueceu Suas importantes lições e as transformou conforme seus interesses materiais, trazendo, mais uma vez, a idolatria ao bezerro de ouro, deixando que o orgulho, a vaidade e o ego novamente a arrastasse à condição de Sodoma e Gomorra.
Os templos que na Terra clamaram a glória do Cristo não se lembraram da manjedoura simples que acolheu a luz que nascia para a humanidade, personificando esse sentimento que deveria entrar no coração do homem. Não se recordaram que o Mestre nasceu amparado pelos puros de coração, os animais e, tampouco se lembram da redenção de Maria e José à vontade de Deus, ignorando toda lei humana da época e vencendo na fé todas as barreiras para trazer ao mundo o Divino Salvador.
“Em Crônicas de Além-Túmulo, psicografia de Chico Xavier, Humberto de Campos nos aproxima mais uma vez do Mestre e relata quando, em época de proximidade do Natal, Jesus chama João às esferas divinas e lhe pergunta como seguem no mundo as coisas envolvendo Sua Doutrina. Após as explanações de João quanto à condição da humanidade, Jesus, com toda a Sua serenidade, continua:
“Que sugeres, meu João, para solucionar tão amargo problema?
A que João respondeu: “Já não dissestes, um dia, Mestre, que cada qual tomasse a sua cruz e vos seguisse?”
“Mas prometi ao mundo um Consolador em tempo oportuno”! Com os olhos claros e límpidos, postos na visão piedosa do amor de seu Pai Celestial, Jesus exclamou: “Se os vivos nos traírem, meu Discípulo bem amado, se traficarem com o objeto sagrado da vossa casa, destruindo a fraternidade e o amor, mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome. Deste Natal em diante, meu João, descerrarás mais um fragmento dos véus misteriosos que cobrem a noite triste dos túmulos para que a verdade ressurja das mansões silenciosas da morte. Os que já voltaram pelos caminhos ermos da sepultura retornarão à Terra para difundirem a minha mensagem, levando aos que sofrem, com a esperança posta no Céu, as claridades benditas do meu amor!…”
E desde essa hora memorável, há mais de cinquenta anos, o Espiritismo veio, com as suas lições prestigiosas, felicitar e amparar todas as criaturas da Terra.

Ouçamos o Mestre:

“Conhecereis a verdade e a verdade
vos libertará.” (João cap. VIII,v.32)