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O bem e o mal

Kardec expõe neste item várias teorias sobre o mal, para concluir que o mal não é uma criação de Deus, mas sim das criaturas.

Deus nos criou, seus filhos amados, objetivando sempre o bem. Quando a humanidade compreender e seguir as Leis Divinas, todo o mal implicado na ação humana desaparecerá. Obviamente, não temos condições de evitar os desastres naturais, causados pela adaptação necessária do planeta para os processos de evolução. A destruição é o passo para a reconstrução de uma coisa melhor e a dor “é o aguilhão que empurra o homem a seguir adiante, no caminho do progresso”, ou seja, é um instrumento que impulsiona o desenvolvimento da inteligência, juntamente com o trabalho.

Excetuamos aqui as mudanças climáticas, ligadas diretamente a ação humana de impiedade, distante da prática do evangelho e do entendimento do amor segundo as bases da evolução. No entanto esta destruição vem gerando consequências graves, obrigando a formação de uma nova consciência, indo ao encontro da Lei de Justiça, Amor e Caridade.  

Assim, o mal que podemos evitar é aquele criado por nossos próprios vícios, centrados no orgulho e no egoísmo. 

No processo evolutivo quando estagiávamos na espécie animal, dominados pelo instinto e tendo o corpo físico como instrumento de evolução, a nossa prioridade foi sobreviver. O Instinto de conservação é soberano nesta fase. No entanto, ainda na fase de animalidade, à medida que vamos evoluindo vamos deixando de agir sob o domínio da matéria e desenvolvendo a inteligência e com isso vão surgindo novas necessidades, e pouco a pouco vamos desenvolvendo os sentimentos e emoções e, posteriormente, já na fase de humanidade, a moral. Quanto mais ligados a matéria mais próximos estamos do ponto de partida do que do destino espiritual.

Deus em sua sabedoria criou as paixões como um instrumento para acelerar o desenvolvimento do espírito, o abuso destas paixões é que constitui um desvio por nós praticado e que conduz ao mal. Desta forma, não praticar o mal é o começo do desenvolvimento moral, mas o bem como virtude ativa é o caminho da comunhão com Deus.

Como nada na natureza dá saltos, à medida que evoluímos vamos nos esclarecendo, compreendendo o bem e o mal e podemos então escolher, conscientemente, qual atitude tomar, sabendo que para cada ação nossa haverá uma reação, que pode causar a nós e aos outros felicidade ou infelicidade, e então podemos compreender as palavras “O Plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”.