BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

Nos tempos de Jesus de Nazaré

Conforme vimos na última edição, para podermos compreender melhor as linhas do Evangelho, é necessário um estudo sobre a fase histórica em que Jesus esteve entre nós, entendendo, dessa forma, as citações do Evangelho.

Nesta sequência, encontramos os nazarenos, diversas vezes citados ao longo dos versículos. Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, temos um breve texto na introdução referindo-se a eles.

É interessante notar que, em todas as seitas, encontraremos interpretações mais ligadas aos rituais e outras mais ligadas à essência. Em ambos, teremos adeptos. Uns mais dóceis, que melhor entenderão, através das fileiras do coração a mensagem divina, de forma a caminharem com mais transparência nas diretrizes da luz. Da mesma forma, afeitos mais à vida material, nos dois lados, teremos visões distantes do amor, da humildade e da fé, acabando por adaptar as lições sublimes aos costumes ou aos vícios de comportamento.

Quando o orgulho, disfarçado de humildade, passa a nortear as decisões,
a essência dos sentimentos sinceros perde campo para as práticas superficiais e as interpretações e julgamentos mais radicais.

O mesmo acontece com os nazarenos, judeus que faziam voto por toda a vida ou por algum tempo de conservarem-se em pureza perfeita, conforme a interpretavam. Entre eles, teremos os que aderiram somente às práticas materiais. Outros que, com a evolução moral, afastaram-se do que não estava condizente com sua vibração superior. Um exemplo desses últimos, muito conhecido de nós, é João Batista.

Sem dúvida, as lições do Evangelho, bem aplicadas, nosso esforço sincero em melhorar, a prática constante da caridade e o aprendizado do uso da inteligência espiritual, farão com que nos afastemos daquilo que poderá nos prejudicar como espíritos.

Muitas vezes, isso ocorre sem que tenhamos atingido a evolução, que nos afastaria por vibração dessas situações, mas simplesmente porque decidimos que precisamos buscar caminhos que estejam de acordo com as leis divinas. Quando compreendermos esse caminho e decidirmos com nosso livre-arbítrio a favor de nós mesmos, torna-se louvável a conquista que teremos a partir desses passos.

É, assim que usamos nosso livre-arbítrio a fim de interferir e impulsionar nossa evolução. De uma forma mais simples de entender, isso significa evoluir pelo amor a não pela dor — amor a nós mesmos, amor ao próximo
e amor a Deus.