São chegados os tempos de regenerar

Não foi por acaso que a Doutrina Espírita iluminou, com as diretrizes magnânimas do Espírito Verdade, o Planeta Terra. Jesus havia deixado entre suas belas palavras a promessa de que o mundo receberia o Consolador Prometido, e deixou claro que nos ensinaria todas as coisas e estaria eternamente conosco.

Se tivéssemos a capacidade de observar do lado de fora a amplitude das mudanças que por hora vivemos no presente da humanidade, com certeza mudaríamos nosso pensamento acerca das dificuldades, enxergando os desafios promissores a encaminhar o Espírito rumo a um campo de paz.

A Terra vem se transformando, mediante os acontecimentos físicos e históricos, em um campo aberto repleto de terra fértil para a renovação de todas as criaturas que habitam o planeta, e a Espiritualidade nos chama a atenção para a fase em que abandonaremos nosso primitivismo, enquanto seres humanos, rumo ao caminho da evolução, construindo lentamente nosso futuro espiritual.

Diante de todos esses fatos, não nos falta o alerta quanto aos caminhos que devemos tomar, a começar pelas palavras do próprio Cristo:

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!”

Queria dizer este Arcanjo, representante do Amor, que a única diretriz certeira para que alcançássemos por nosso próprio esforço a salvação a que Ele se referia era seu Evangelho de luz, e temos no Espiritismo, novamente, as lições de Jesus esclarecidas para toda a gente, para todos aqueles que, optando pela regeneração de si mesmos, promoverão a regeneração do mundo.

É um engano acreditarmos que a Nova Era, onde a paz irá reinar acima das maldades humanas, será enviada pelos Céus, sem o esforço contínuo daqueles que acordarem para o fato de que, para que possamos viver a harmonia, devemos conquistá-la através de atitudes harmônicas e condizentes com as Leis Divinas. Somente então poderemos viver o clima que plantamos. Felizmente, não nos deixou o Divino Criador à própria sorte, enviando-nos todos os subsídios para que trilhássemos o caminho do amor, da esperança, da poesia evolutiva, da igualdade entre as criaturas, da fraternidade universal, enfim, da consciência cósmica.

E falando em consciência cósmica, é preciso que nos conscientizemos de que a paz a que se refere o Evangelho não é uma exclusividade para os homens, o que seria, no mínimo, incoerente com a imparcialidade, a justiça e a bondade infinitas de Deus. A pensar sobre o olhar magnânimo do Cristo e sobre sua vinda ao planeta, em uma manjedoura, junto aos mais humildes e aos animais, nos parece óbvio que, em sua lição do nascimento, encontramos a pintura do amor a todas as criaturas de Deus como fonte da fraternidade cósmica.
Esclarece-nos quanto ao Evangelho aplicado a todos os nossos irmãos, sejam eles os minerais, os vegetais, os animais ou os homens, em seu último capítulo, o livro Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier:

O Evangelho, assim, não é o livro de um povo apenas, mas o Código de Princípios Morais do Universo, adaptável a todas as pátrias, a todas as comunidades, a todas as raças e a todas as criaturas…”

E na busca da renovação, caminhando para a regeneração, por mais difícil que possa nos parecer, é preciso aprender a humildade de ouvir as lições e praticá-las, sem buscar adaptar as verdades contidas na Doutrina Espírita à nossa atual realidade, porque se nosso comportamento já fosse o reflexo das lições cristãs, já nos encontraríamos na regeneração. E nos ensina o Espiritismo que tudo que vive é nosso próximo. Através desta maravilhosa doutrina, encontramos o ensinamento da evolução e somos capazes de perceber com a imensa alegria de quem desperta a consciência, que ao nosso redor há bilhões de irmãos, ocupando o corpo físico de um animal, espíritos em evolução mais jovens do que nós. E percebemos que o corpo físico de cada um deles existe para lhes proporcionar a evolução. Felizmente, esclarece-nos a Doutrina Espírita a urgência do veganismo como forma sublime de amar o próximo e estar condizente com as leis divinas. Encontramos no livro O Consolador, na questão 129, as diretrizes para o comportamento em relação a isso, através das palavras de Emmanuel, com psicografia de Francisco Cândido Xavier:

“Questão 129: É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

Resposta: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes proporções…”

E não deixa André Luiz de nos esclarecer, também, sob as mãos amorosas de Francisco Cândido Xavier, através do capítulo 4, do livro Missionários da Luz:

“Devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva. A missão do superior é a de amparar o inferior e educá-lo. E os nossos abusos para com a natureza estão cristalizados em todos os países, há muitos séculos… Mas, na qualidade de filhos endividados para com Deus e a Natureza, devemos prosseguir no trabalho educativo, acordando os companheiros encarnados mais experientes e esclarecidos, para a nova era em que os homens cultivarão o solo da terra por amor e utilizar-se-ão dos animais com espírito de respeito, educação e entendimento…SEMELHANTE REALIZAÇÃO É DE IMPORTÂNCIA ESSENCIAL NA VIDA HUMANA!”

Novos caminhos se fazem para todos nós e para todo o planeta. A regeneração de nós mesmos passa pelo aprendizado da caridade, do amor, da humildade, da fraternidade. Ser vegetariano não é o único processo necessário à evolução, mas é parte dela, e muito mais do que uma mudança de alimentação, o veganismo significa uma declaração universal de amor ao próximo, estando condizente com o Evangelho e, sem dúvida, fazendo parte da auto-iluminação. Afinal, como se iluminar promovendo dor e sofrimento a outro filho de Deus? Acordemos meus irmãos, para a Nova Era, e ouçamos a Doutrina Espírita, nas palavras de André Luiz:

“Tempos virão, para a humanidade terrestre em que o estábulo, como o lar, será também sagrado”.