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Mudanças do corpo e do espírito

A adolescência é uma fase muito difícil na encarnação. Muitas mudanças acontecem no corpo e fazem com que as crianças se transformem tão rápido que, na maioria das vezes, não é possível acompanhar. Tudo isso gera conflitos entre pais e filhos, nos chamados conflitos de gerações. Nossas mentes, mantendo o conceito que tínhamos de nossa época, entram em choque com a maneira como os adolescentes pensam e agem.

Em um mundo em que a ciência evolui rapidamente e as crianças nascem muito mais ativas, é necessário tentar mudar nossos pontos de vista rapidamente para que não percamos nossos filhos para a atração do mundo materialista.

Joanna de Ângelis nos alerta no livro “Adolescência e Vida”: “Torna-se urgente o compromisso de um reestudo por parte dos pais e educadores em relação à conduta moral que deve ser ministrada às gerações novas, a fim de evitar a grande derrocada da cultura e da civilização, que se encontram no bordo mais sombrio da sua história.”

Para superar esse processo, é necessário tentar entender o outro, mudando nossa maneira de ver o adolescente e nos colocando em seu lugar, pois já fomos adolescentes e também sentimos todas essas alterações físicas e psicológicas. É preciso aprender a vê-los como pessoas que estão aqui para continuar seu processo evolutivo e para passar por provas para seu progresso, que trazem consigo séculos de vivências anteriores.

A família comprometida com o entrosamento mútuo e a educação, abrangendo todos os âmbitos, são a base da relação sadia necessária, promovida com muito trabalho, amor, disciplina moral e educação espiritual. Assim como é importante evangelizar a criança, dar continuidade a esse ensinamento na adolescência é fundamental para o fortalecimento diante de todos os desafios apresentados neste momento.

Emmanuel, em “Religião dos Espíritos”, nos orienta: “Diante de todos os que começam a luta, a senha será sempre – velar e compreender –, a fim de que saibamos semear e construir, porque, em todos os tempos, onde a juventude é desamparada, a vida perece.”

Sejamos o porto seguro onde nossos filhos possam ancorar nesse mar turbulento da adolescência. Saibamos dar a eles o ouvir sem críticas, o auxílio sem cobranças, o braço para se levantarem a cada tropeço, com amor e disciplina. E, numa parceria de gerações, superar os limites e avançar no direcionamento pelo caminho da iluminação interior, objetivo essencial da vida.