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Mesas girantes: o início de tudo

Com o fenômeno das mesas girantes, descrito na edição anterior, iniciou-se a Doutrina dos Espíritos. Era o fenômeno necessário para despertar a humanidade para a existência de um outro plano de vida, demonstrando a possibilidade da intervenção dos espíritos no mundo material. E foi o caráter inteligente desse fenômeno que constituiu a melhor resposta aos contraditores e aos cépticos.

O movimento das mesas não acontecia devido a uma força mecânica cega, mas era o resultado da intervenção de uma causa inteligente. Se a princípio as mesas pareciam se movimentar ao acaso, logo percebeu-se que eram capazes de seguir ordens e responder perguntas — sinal incontestável de inteligência. Como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, comprovava-se, assim, a presença de um ser inteligente por trás do fenômeno e que se apresentou como um espírito.

Entretanto, esse meio de comunicação era demorado e incômodo. Com o intuito de facilitar o processo, os espíritos sugeriram adaptar um lápis a uma cestinha que, colocada sobre uma folha de papel, era movimentada pela mesma potência oculta que fazia girar a mesa.

Esse método simultaneamente foi sugerido na América, França e em diversos outros países. Em Paris, o “recado” foi dado no dia 10 de julho de 1853 a um pesquisador fervoroso dos fenômenos e que, desde 1849, se dedicava ao estudo, buscando a causa: “Vai buscar no quarto ao lado a cestinha; amarra-lhe um lápis, coloca-a sobre o papel e põe-lhe os teus dedos na borda.”

Feito isso, depois de alguns instantes a cesta se põe em movimento e escreve. O lápis assim escrevia com rapidez como se a mão comum guiasse o lápis. Formava palavras, frases e dissertações de muitas páginas, discorrendo sobre questões morais, filosóficas, metafísicas e psicológicas, entre outras.

O caráter inteligente das comunicações e o teor das informações fornecidas possibilitaram a conclusão da existência dos espíritos, aqueles que um dia povoaram a Terra e, que após a morte do corpo, passaram a viver em outra dimensão. Iniciou-se então uma nova fase para a humanidade, comprovando a imortalidade da alma e demonstrando a relação entre os homens encarnados e os espíritos. Foi o advento do Consolador Prometido pelo Cristo, trazendo a Terceira Revelação por meio de diversos espíritos que, através de vários médiuns, semearam no coração dos homens a fé e a esperança, a consolação e a resignação, balizando a existência humana dentro da lei Divina maior de Justiça, Amor e Caridade.