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Mente e corpo em harmonia

Você já ouviu falar de inteligência emocional? E reforma íntima? A primeira é definida como sendo “…a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros.”
Já a reforma íntima é um processo contínuo de autoconhecimento em todos os âmbitos da nossa vida. Ermance Dufaux define esse processo, como: “…a aquisição da consciência de si para aprender a ser, a existir, a se realizar como criatura rica de sentidos e plena de utilidade perante a vida.”
O conceito de inteligência emocional teve início no século passado, mas se observarmos, o conhecimento de si mesmo para a melhora do indivíduo em todos os sentidos nos foi apresentado pelos espíritos desde o século XIX, através do Espiritismo com a reforma íntima.
No momento em que grande número de pessoas sofre com doenças psicológicas e emocionais, o autoconhecimento pode nos auxiliar a entender o que é necessário para nossa melhora emocional, social e, consequentemente, espiritual.
As pessoas que conseguem trabalhar sua inteligência emocional são capazes de controlar suas emoções, não são atraídas por vícios ou problemas negativos, conseguem gerenciar os pensamentos, sentimentos e atitudes. Quando nos dispomos a desenvolvê-la, vamos nos reconhecendo
e passamos a ser mais indulgentes com as falhas do próximo. Assim, também o vigiamos, pondo em prática a nossa reforma íntima.
O desenvolvimento da inteligência emocional deveria ser estimulado desde a infância, sendo praticado em todas as situações da vida, tornando-se um hábito, formando pessoas felizes e com senso de respeito ao próximo. Mas como conseguir iniciar e dar continuidade nesses processos importantes para a transformação de cada um neste momento de mudança planetária? Na questão 919-A, de “O Livro dos Espíritos”, Santo Agostinho ensina: “Fazei o que eu fazia quando vivi na Terra. Ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava em revista o que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma…”
Ao plantarmos em nós a semente da mudança íntima, devemos regá-la diariamente com a prece, rogando a Deus que nos esclareça o que necessitamos enxergar e fortaleça a vontade de buscar-mos o aperfeiçoamento espiritual e moral. Deus está conosco a cada momento e sabe o que cada um necessita. Creiamos, confiemos e comecemos a nos conhecer e a ouvir-nos mais.