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Maria de Nazaré, a nossa mãe

No mês em que comemoramos o Dia das Mães, vamos falar sobre Maria de Nazaré, a mãe de Jesus. Conheceremos um pouco do seu apostolado junto aos infelizes que a procuravam. Tomaremos por base o livro “Boa Nova”, de Chico Xavier, pelo espírito Humberto de Campos.

Maria acompanhou o calvário do seu amado filho. Ela estava aos pés da cruz ao lado de João, o jovem discípulo. A fronte de Jesus se volta para os dois e Maria diz: “Meu filho, meu amado filho”. O Mestre, com o olhar carinhoso, responde: “Mãe, eis aí teu filho”. E, com um leve aceno, diz ao apóstolo: “Filho, eis aí tua mãe”. Maria recebe de Jesus naquele momento a lição de amor universal.

Maria foi para Betânia viver com parentes depois que os discípulos partiram para divulgar a boa nova. Viveu lá por alguns anos. João, que havia se instalado em Éfeso, vai ao encontro de Maria, guardando em seu íntimo a sua filiação espiritual, e conta a ela a expansão das ideias cristãs e de seu trabalho de apostolado. Ele pede que Maria o acompanhe, pois havia
recebido de uma família convertida ao Cristianismo uma humilde casinha em uma colina. 

Com o coração cheio de alegria, ela aceita o convite. E passa a viver em um recanto da natureza, um pouco mais afastado de Éfeso. O local, depois de algumas semanas, se tornou ponto de assembleias, nas quais Maria falava com amor materno sobre Jesus, enquanto João falava sobre as verdades evangélicas do Mestre. 

Após alguns meses, uma multidão de necessitados procurou naquele lar o socorro generoso. Maria recebia todos que exibiam suas úlceras e necessidades para ela, enquanto João pregava o evangelho na cidade, o que exigia dele um trabalho constante. Maria seguia sozinha em seu trabalho de amor. 

O lar deles se tornou conhecido como “Casa da Santíssima”, depois que um miserável leproso teve suas chagas aliviadas. Ele beijou as mãos da mãe de Jesus em agradecimento e disse: “Senhora, sois a mãe de nosso Mestre e nossa Mãe Santíssima”. Esse título se espalhou e criou raízes, pois Maria se desdobrava em afetos e palavras maternais para todos os que a procuravam. Seus conselhos abrandavam a dor da alma dos necessitados, mas ela se esquivava das homenagens afetuosas.

Certa noite, depois de receber dos necessitados as informações de perseguição aos cristãos, estava sozinha em oração, contemplando a noite, quando um peregrino se aproximou e disse que queria fazer-lhe companhia. Com carinho, o homem fala sobre o céu e a bondade de Deus. Maria sente a alegria invadir seu coração e se pergunta quem seria aquele homem que, com suas palavras, confortava sua alma, sem entender os sentimentos que a invadiam. 

Foi então que o peregrino anônimo estendeu suas mãos e falou com profundo amor: “Minha mãe vem para os meus braços”. Maria reconhece as chagas do seu filho e faz um gesto de se ajoelhar. Jesus a impede e diz: “Sim, minha mãe, sou eu! Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas a Rainha dos anjos no meu reino.”

Quando João retorna ao lar, encontra Maria com o semblante sereno, aguardando os momentos finais da sua passagem para o reino de Deus. Antes de retornar às esferas espirituais, visita prisões nas quais centenas de cristãos aguardam o fim de seu martírio. 

Com todo o seu amor, chega perto de uma jovem e a convida a cantar hinos de louvor a Deus. Em pouco tempo, todos os cristãos presos juntam sua voz à da jovem e entoam cânticos cheios de amor.

Maria viveu seus dias doando amor e cuidado de mãe a quem a procurava. Seu último ato, em sua existência na carne, foi levar conforto espiritual aos que sofriam em nome de Jesus. Nesse exemplo de infinita bondade, temos a figura materna dedicada, que enche nossos corações de coragem, através de nossas orações, e banha nosso espírito com seu profundo amor.