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Lições de Jesus para a evolução

Ao nos deixar os mandamentos, Jesus nos ensinou lições inesquecíveis: o amor a Deus, Pai nosso, e ao próximo, nossos irmãos. Ao nos falar sobre o amor ao próximo, Jesus quis divulgar a fraternidade como um sentimento de união, mostrando que não estamos sozinhos e que, para encontrar Deus, nosso caminho passa pelo próximo. É o exemplo da Parábola do Bom Samaritano (Mateus, capítulo XXV, v. 31-46) e da Revista Espírita, de julho de 1860.
Ao trazermos esses ensinamentos para o nosso dia a dia, teremos a bússola que não nos deixa à deriva no mar de tempestades de nossa existência e na noite sem estrelas das nossas provações. Assim como Jesus, Kardec destacou a sua essencialidade:
“A caridade e a fraternidade resumem todas as condições e todos os deveres sociais; uma e outra, porém, pressupõem a abnegação. Para que os homens vivam na Terra como irmãos, não basta se lhes dêem lições de moral; importa destruir as causas de antagonismo, atacar a raiz do mal: o orgulho e o egoísmo”.
Ao colocar a fraternidade como filha da caridade, indica ser esse o caminho para a vida em paz na Terra, assim como a proteção contra os males inumeráveis, nascidos da discórdia, filha do orgulho, do egoísmo, da ambição, da inveja – todas as imperfeições da humanidade. Se, por um lado, foram realizados incontestáveis progressos materiais, graças à inteligência e ao engenho, ainda resta muito o que realizar para assegurar o bem-estar moral, no qual devem reinar em seu seio a caridade, a fraternidade e a solidariedade. Não a fraternidade circunscrita a alguns indivíduos reunidos durante uma vida efêmera; mas aquela perpétua como a vida do espírito e universal como a Humanidade.”
A fraternidade, entendida como um valor essencial que orienta as condutas, desvela nossa humanidade escondida no outro e, ao incorporá-la à vida cotidiana, atitudes mais humanas poderão ser presenciadas. Trata-se de virtude ativa e a disposição em praticá-la se verifica no tratamento ao viajante da parábola do Bom Samaritano: para os ladrões era vítima a ser explorada, assim o atacaram; para o sacerdote e o levita era incômodo a ser evitado, por isso, o ignoraram; mas para o samaritano era alguém necessitando de amor e de ajuda, de modo que cuidou dele. Onde está a nossa fraternidade?