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Leis Divinas

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em Verdade vos digo, que o céu e a Terra não passarão até que se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto.”  E.S.E, cap. 1

Em todas as interpretações do evangelho, a preponderância está sempre ligada ao amor, porquanto esta é a Lei Divina soberana, que comunica o íntimo com o externo e irradia-se das esferas superiores para o íntimo da criatura. 

Sem a vivência coletiva do amor na Terra como norte para a humanidade não há como o evangelho ser estabelecido. 

Alçar o reino dos céus é vive-lo inteiramente, expressando-o na esfera da vida social com todos os seres, na compreensão da moralidade que se efetua de espírito para espírito. Somente assim liberta-se o espírito em humanidade, tão angustiado em si mesmo, pela cisão intima com o divino, ou seja, com sua origem primordial. 

O Mestre Jesus, educador por excelência, cujo processo pedagógico ligou-se especificamente a educação do espírito, dividiu as etapas educacionais com seus mensageiros a fim de que em todas as fases da consciência coletiva encontra-se a humanidade as lições primorosas que lhe permitiriam compreender as Leis Divinas de forma integral. 

A vinda de Jesus e sua forma didática de ensinar permitiu a educação de todas as consciências, de acordo com a capacidade de entendimento. 

Esclareceu o Mestre, no entanto, que os profetas que o antecederam prepararam o caminho, e outros viriam, a fim de que, mais esclarecido espiritualmente, pudesse o homem entender aqueles luminosos dias com o Cristo na Terra, as pegadas de amor que deixou, as palavras simples e profundas, de significado tão amplo que ainda tentamos alcançar. 

Foram dias abençoados, cuja tessitura luminosa de Jesus marcou as almas e o tempo, superando os limites do espaço e chegando vivas em nossos corações até hoje. 

Não há como fazer o caminho da evolução sem viver em totalidade as lições de Jesus, sem que reste nenhum jota e nenhum ponto.

E o Consolador Prometido traduz com a razão cada virgula do que ensinou o Mestre, abrindo as portas da mente para a comunhão com o Cristo, deixando-se levar pelos braços consoladores do Senhor, conduzindo os passos de todos nós para o reino dos céus.