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José de Arimatéia – O discípulo que reclamou o Corpo do Cristo

José de Arimatéia era um Judeu muito rico, um senador e um membro influente do Sinédrio. Embora fosse discípulo do Cristo, não professava isso publicamente por temor aos judeus, porém disse expressamente que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros sobre a condenação de Jesus. 

Desejou dar ao corpo de Jesus um sepultamento decente e honroso, e sem sua intervenção o corpo do Messias teria sido lançado a vala comum onde se enterravam os criminosos executados. Ele foi corajosamente a Pilatos e pediu o corpo do Cristo. Pilatos então ordenou que o corpo de Jesus fosse entregue a José.

Teve ajuda de Nicodemos, outro membro ilustre do Sinédrio, para preparar o corpo de Jesus e levá-lo para o sepulcro, cavado na rocha, que pertencia a família de José. Trabalharam no preparo do corpo e no processo funerário de Jesus de forma que, antes do Shabat começar, no início do pôr do sol da sexta feira, tudo estivesse pronto, mas todos os judeus que cuidaram do corpo de Jesus foram impedidos de participar das festividades da Páscoa. 

José de Arimatéia, que ocultava dos demais judeus no Sinédrio sua posição como discípulo do Messias, mostrou sua coragem no momento que quase todos os discípulos se afastaram do Mestre, no dia de sua crucificação e, com essa coragem, pediu o corpo de Jesus para Pilatos e o preparou para o sepultamento, renunciou a si mesmo e seguiu publicamente os ensinamentos do Cristo e ficou conhecido como o apóstolo da grã Bretanha. José levou o cristianismo ao Ocidente antes mesmo que fincasse raízes em Roma.

Tardiamente teve coragem de assumir publicamente os ensinamentos de Jesus, como também deu muito valor ao local do sepultamento mesmo tendo testemunhado as palavras do Cristo ao dizer que depois de sua morte Ele ressuscitaria ao terceiro dia. Talvez lhe tenha  lhe faltado fé nas palavras do Cristo ou talvez por falta de coragem achou necessário honrar o Mestre em sua morte. 

Sejamos corajosos para seguir os ensinamentos de Jesus, tenhamos fé em Suas palavras, tenhamos coragem diante dos Seus exemplos nas dificuldades de nossos cotidianos e não honremos Ele em atos públicos apenas, mas dentro de nossos corações.