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João Evangelista e Francisco: a mesma face do amor

Está próxima a data de 4 de outubro, na qual celebramos a vida de exemplos, renúncias e amor de Francisco de Assis, que trouxe para o seio da igreja romana o apostolado simples e verdadeiro como nos tempos do Cristo. Seguindo os exemplos do Messias, trazia a fé viva em seu coração e dedicou seus dias aos desafortunados da Terra, como fizeram, séculos antes, na Casa do Caminho, os seguidores do Cristo.
No livro “A Caminho da Luz”, obra de Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel, há um capítulo sobre Francisco de Assis, no qual o autor afirma que: “…Por isso, um dos maiores apóstolos de Jesus desceu à carne com o nome de Francisco de Assis. Seu grande e luminoso espírito resplandeceu próximo de Roma, nas regiões da Úmbria desolada. Sua atividade reformista verificou-se sem os atritos próprios da palavra, porque o seu sacerdócio foi o exemplo na pobreza e na mais absoluta humildade. A Igreja, todavia, não entendeu que a lição lhe dizia respeito e, ainda uma vez, não aceitou as dádivas de Jesus.
Em 26 de setembro de 1182 nasceu Francisco Bernardone, filho de Maria Picalini Bernardone e Pietro Bernardone, na cidade de Assis, na Itália. Seu nome seria João, mas foi batizado como Giovanni Di Pietro Di Bernardone, e mudado para Francisco depois de um sonho que seu pai teve pouco antes da criança nascer.
No sonho, João Evangelista pregava e falava lindas palavras de amor para Pedro. Nessa época, João Evangelista havia trocado de nome para Pai Francisco a fim de fugir das perseguições aos cristãos. Nesse sonho vívido, Pietro se encontra com Pai Francisco que já estava inserido no ventre de sua esposa como seu filho.
Anos mais tarde, Francisco de Assis, ainda muito jovem, sai da abastada casa dos pais para vivenciar o evangelho de Cristo, trabalhando junto a leprosos, reconstruindo a capela de São Damião e também de San Pietro. Nesse período, muitos adeptos da nova filosofia integraram o grupo de Francisco e foram enviados em duplas para pregar pelo mundo. Muitas curas e muitas conversões foram testemunhadas por quem convivia com Francisco. Seu apreço pela natureza e os animais também era um fato que chamava muito a atenção. Há relatos em que ele prega o amor de Deus aos pássaros. E, com humildade e carinho, consegue convencer um lobo feroz a não ameaçar as pessoas da aldeia. A partir daí, o animal viveu em perfeita harmonia com a população, sendo alimentado por todos. Era um homem franzino de frágil saúde.
Em prece, certo dia pediu que fosse mere-cedor de carregar em seu corpo as chagas do Mestre. Horas depois, acordou com chagas nos pés e mãos. Em 3 de outubro de 1126, ele voltou à pátria espiritual, sendo recebido por Jesus após cumprir seu legado de Paz e Bem na Terra.