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João Batista, o precursor

Após a famosa visita de Jesus, ainda criança, aos doutores do Templo de Jerusalém, Isabel, prima de Maria, junto ao seu filho João, visitou o lar deles. No dia seguinte, ao se despedirem, Isabel pergunta a Jesus se ele gostaria de seguir com eles. Ao que Jesus responde: “João partirá primeiro.”

João Batista usou sua vida para preparar o caminho para o Messias, afirmando ao povo que ele não era digno de desatar as sandálias daquele que viria. Começou suas pregações no deserto da Judeia, vivendo como nômade, falando sobre arrependimento e transformação. Anunciava que a chegada do Messias estava próxima e pedia a adesão do povo judaico, dizendo: “Converta-se, porque o Reino dos Céus está próximo”. 

Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares ao redor do rio Jordão, iam ao encontro dele e confessavam seus pecados. E ele os batizava no rio Jordão. 

O povo o questionou sobre Jesus se “destacar” mais do que ele, fazendo obras maiores, como curas, e com autoridade para perdoar pecados. João Batista respondeu: “Importa que Ele cresça e eu diminua.”

O próprio Cristo foi até João para ser batizado no rio Jordão. Relutante, tentou dizer ao Mestre que ele é quem deveria ser batizado por Jesus. O Mestre lhe responde: “Por enquanto, deixe como está porque devemos cumprir toda a justiça.”

João Batista foi preso por ordem de Herodes, governador da Galiléia, que o acusou de ter ressuscitado dos mortos. A verdade sobre sua prisão é que João disse a Herodes que não poderia se casar com a esposa do seu próprio irmão. Em uma festa de comemoração do aniversário de Herodes, a filha de Herodíade pede a cabeça de João Batista, que acabou sendo entregue em uma bandeja de prata e, posteriormente, oferecida à sua mãe.

João Batista foi o último profeta que ensinou os homens a viverem de acordo com os mandamentos divinos. Depois dele, Jesus mostrou o caminho que nos levaria ao encontro de Deus e, através dos apóstolos, as palavras do Mestre tomaram vida. 

Hoje, temos o Espiritismo, que veio cumprir a promessa do Cristo quando Ele disse: “O meu pai vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas ele ficará eternamente convosco”.

Sigamos as diretrizes divinas nos ensinamentos de Jesus, como já pregava João Batista, como vemos nos ensinamentos da Doutrina Espírita, e estaremos unidos ao Mestre, não apenas na vida encarnada, mas também na vida espiritual perante a eternidade.