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INTELIGÊNCIA ANIMAL – MUDANDO PARADIGMAS

Por muito tempo acreditamos que os animais eram apenas máquinas, robôs biológicos sem consciência ou sentimentos. Presumia-se que os animais eram desprovidos de inteligência, com ações guiadas por instintos e reflexos condicionados. 

Entretanto Kardec, já no século XIX, nos esclarecia em “O Livro dos Espíritos” na questão 593, que embora o instinto predomine na maioria dos animais há os que agem por uma vontade determinada, possuindo uma inteligência limitada. “A Gênese” relata que “a inteligência se revela por atos voluntários, premeditados, refletidos, combinados”. Observando os animais, percebemos muitas ações refletidas e premeditadas, seja na busca de alimento, seja no contato conosco, ou seja no convívio com outros animais. 

Alex, um papagaio-cinzento (Psittacus erithacus), participando de experimentos conduzidos pela pesquisadora Irene Pepperberg entre 1977 e 2007, mudou alguns paradigmas. Ele demonstrou ser capaz de entender conceitos como cor, formas e números, respondendo acertadamente a complexas perguntas, compreendendo o que falava e não apenas repetindo os sons. 

Embora a inteligência seja um atributo do Espírito, é o encéfalo o seu instrumento de ação na Terra. Compreendemos que conforme o Espírito evolui ele vai conquistando corpos físicos cada vez mais sofisticados, inclusive no que tange ao desenvolvimento encefálico. 

No contato com os outros seres e desbravando o meio ambiente é que a inteligência vai se aperfeiçoando, percebendo o mundo que lhe cerca através dos sentidos, avaliando as informações recebidas por sofisticados processos no SNC, confrontando as experiências com outras armazenadas no centro da memória, eis os processos cognitivos da inteligência em desenvolvimento, eis o Espírito em evolução.