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Grandes e Pequenos

Dando continuidade à avaliação dos argumentos utilizados para contradizer as comunicações dos Espíritos, Kardec passa a refletir sobre o entendimento de alguns que apenas os mortos famosos e ilustres se manifestam, ignorando que, na realidade, a grande parte das comunicações é originária de Espíritos desconhecidos na Terra, embora sejam os nomes renomados os mais lembrados. Além disso, na evocação, excetuando-se quando se solicita a manifestação de algum Espírito familiar ou amigo, o mais comum é solicitar a presença de personalidades ilustres.

Alguns também estranham que personalidades eminentes da história atendam aos nossos chamados, ocupando-se de coisas insignificantes em comparação ao que realizavam quando encarnados. Em resposta, argumenta Kardec que, independente da consideração ou autoridade de que a pessoa desfrutava no plano físico nenhuma supremacia lhe é garantida no mundo dos espíritos, pois despojado das vestes carnais o homem é destituído de todos os títulos e riquezas da Terra, nada além das próprias virtudes, das conquistas morais e intelectuais, tem para apresentar de sua grandiosidade ou pequenez. Reforça ainda o codificador, lembrando-nos da veracidade da mensagem evangélica de que os grandes serão rebaixados e os pequenos serão elevados, pois muitos ilustres na Terra abandonam aqui toda a sua grandeza a conservar na erraticidade apenas o orgulho, em humilhante posição, muito abaixo daqueles que espezinharam no plano físico. 

Por isso a recomendação do Cristo: “todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado”, acrescentando ainda que “quem quiser ser o primeiro entre vós que se torne vosso servo. Assim como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir”.