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Famílias multi espécies

Dani Connor, fotógrafa e zoóloga britânica, no documentário “The Squirrels & Me (Os Esquilos e Eu, em tradução livre),  mostra ao mundo como a observação e o contato diário com os animais os transformaram em uma família.

Ela já acompanhava o desenvolvimento da família de esquilos vermelhos numa floresta da Suécia, quando a mamãe esquilo que cuidava da prole com devoção foi atropelada, deixando quatro minúsculos filhotes. Sabendo que oitenta por cento de bebês esquilos não sobrevivem ao primeiro ano de vida, Connor resolveu alimentar os rebentos.

Com isso eles se acostumaram a sua presença, permitindo que ela fizesse lindas imagens nas várias horas diárias que passava assistindo as brincadeiras dos irmãos esquilos.

Porém, na sétima semana, não mais viu dois filhotinhos, os quais ela acredita que tenham sofrido ataques predatórios ou tenham migrado.

Apesar de não ver mais a gangue de esquilos completa, Bebê Pera e Cheburashka, como ela apelidou dois deles, continuavam lá e sempre apareciam quando ouviam a voz de Connor. “Após passar mais de 100 horas na floresta com os bebês esquilos, eu me senti conectada com eles”, diz a fotógrafa no documentário.

Para que eles ganhassem autonomia e aprendessem a procurar o próprio alimento passou a diminuir a quantidade de alimento oferecido. 

Meses depois Connor foi visitar a floresta em busca dos pequenos, mas após três semanas não os encontrou.

Mas a história não acaba por aí, inacreditavelmente Bebê Pera e Cheburashka apareceram na porta da casa de Connor, que fica próxima à floresta e foram imediatamente reconhecidos.

“Quando eu fui para fora de casa para tirar uma foto, ele não correu. Assim que eu vi o esquilo, eu sabia quem ele era. O seu comportamento provou para mim que era Bebê Pera. Contra todas as possibilidades, Bebê Pera sobreviveu. […] Para o meu espanto, eu vi outro jovem esquilo. Era Cheburashka. Eles dois sobreviveram”, conta Connor.

No livro dos espíritos a questão 204 comenta sobre espíritos familiares e diz : “A sucessão das existências corpóreas estabelece entre os Espíritos liames que remontam às existências anteriores; disso decorrem frequentemente as causas de simpatia entre vós e alguns Espíritos que vos parecem estranhos.” 

Seria nossa família restrita aos humanos? Ou seria nossa família constituída por laços de amor independente da espécie em que se encontre? A compreensão da evolução do espírito abarcando diversos reinos e espécies nos deixa a maravilhosa conclusão que, uma vez que os laços de amor se formam entre os espíritos, constitui-se a família espiritual aqueles que amamos por afinidade, independente do corpo físico ou reino em que se encontrem.