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Família, nossa primeira escola

O conceito de família é a representação da união entre pessoas que possuem laços sanguíneos e de convivência, com formas de organização baseadas no afeto entre seus membros. Esse conceito foi sendo alterado ao longo do tempo, conforme a sociedade evoluiu e a família tradicional foi sendo substituída por novos núcleos familiares.
Além das famílias materiais, fazemos parte de famílias espirituais, nas quais encontram-se os verdadeiros laços de afeição, simpatia e semelhança de inclinações, como nos mostra “O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XV”: “Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consanguinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os espíritos, antes, durante e após sua encarnação.”
As famílias se formam na Terra, de acordo com os planejamentos espirituais de cada um, e podem ser formadas por espíritos afins e também por espíritos antipáticos, com débitos anteriores, que necessitam da encarnação para se despojar de todos os débitos do passado.
Família, seja de que tipo for, é uma instituição divina, oportunidade de aperfeiçoamento espiritual e de cada um cumprir o seu papel com amor, carinho, harmonia e paciência. Na intimidade familiar, mostramos quem realmente somos e os valores morais que possuímos. E é nesse contexto que devemos aprender e ensinar. Porém, o santuário do lar não está sendo cultivado como é necessário por muitas famílias.
As facilidades do mundo moderno, o consumo desenfreado, o afastamento entre pais e filhos, a falta de religiosidade, entre outros problemas, influenciam negativamente no bem-estar da família. Pais negligenciam suas responsabilidades, descumprindo a sagrada tarefa de guiar os filhos na senda do amor. Joanna de Ângelis, em “Constelação Familiar”, alerta: “a família vem perdendo as características de santuário, de escola, de oficina moral de aprimoramento, para transformar-se em palco de aflições e disparates sem nome, resultando, diversas vezes, em tragédias dolorosas, em face da insensatez dos seus membros.”
É urgente repensar os hábitos arraigados e mudar a forma de conviver na família, praticando a caridade com os entes queridos, e amando com paciência. Realizar o cultivo do Evangelho no Lar é forma de união dos espíritos que estão naquele seio para a sua evolução.