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Doutrina que ilumina espíritos

Com a idoneidade e a veracidade do fenômeno das mesas girantes, foi necessário estudá-lo. Se o processo incluísse apenas a movimentação mecânica de corpos, seu estudo caberia ao domínio da Ciência; porém, por se tratar de um fato novo, oriundo de uma inteligência não material e sem relação com nenhuma com as ciências conhecidas, necessitou da abstração da Ciência e do abandono de ideias preconcebidas.
A observação material dos fatos é sempre a base da Ciência. Entretanto, a ciência ordinária assenta-se nas propriedades da matéria, enquanto os fenômenos espíritas repousam na ação de inteligências dotadas de vontade própria. Portanto, a Ciência propriamente dita é incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo.
Mais ainda, o Espiritismo tem sua base na existência da alma e no seu estado depois da morte. Assim, o Espiritismo não é da alçada da Ciência, mesmo que o anatomista não encontre a alma em seus estudos e dissecações do corpo físico, não significa que a alma não exista, mas que não é possível acessá-la através das Ciências materiais.
O Espiritismo é, acima de tudo, o resultado de uma convicção pessoal, que todos podemos adquirir. Com o tempo, as crenças espíritas vão se popularizando e são aceitas pela humanidade em geral. Também os sábios vão se rendendo às evidências, mas cada um a seu tempo.
Os escárnios e as negativas iniciais são características de todas as novas ideias. Mesmo nos primórdios, a Doutrina Espírita foi abraçada por uma imensa legião de homens de mérito, esquivando-se do rótulo de “crendice dos simplórios”.
Assim é que, estudando-se os fenômenos espíritas com ponderação, duvidando-se do que não se viu e humildemente compreendendo ser impossível tudo se conhecer, descobriu-se uma outra dimensão de vida e estabeleceu-se uma doutrina com aspectos filosóficos, religiosos
e de uma nova ciência.