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Divergência de Linguagem

Compreendendo a grande diversidade de Espíritos, com diversos graus de conhecimento e de moralidade, natural se notar uma grande divergência em suas linguagens. É importante ressaltar, uma vez mais, que as informações que os Espíritos nos fornecem devem ser avaliadas por estudo atencioso e demorado, contínuo e perseverante. O Espiritismo abrange todas as questões de metafísica e de ordem social, num novo mundo que se descortina, exigindo estudo aprofundado e atento. 

Alguns detratores da Doutrina Espírita argumentam que há grande contradição entre respostas de diferentes Espíritos de ordem Superior. Mas Kardec alerta serem muitas dessas contradições apenas superficiais na forma como os Espíritos se comunicam conosco, pois que os Bons Espíritos se preocupam, primordialmente, com o fundo do pensamento e não com a forma, e uma atenta avaliação dessas mensagens, pode revelar similaridades não percebidas numa primeira leitura. 

Assim, quando se define alma ou mesmo Deus, ou quando se classificam os Espíritos, pode-se obter, de diferentes Espíritos, diferentes definições e diferentes classificações, sem que isso indique que um ou outro esteja errado, mas apenas que há diferentes visões, muitas vezes complementares entre si. Como ocorre com muitas Ciências da Terra, cada sábio tem o seu sistema, os sistemas mudam, mas a Ciência não. 

Kardec, desde o início da avaliação das informações que os Espíritos lhe traziam estabeleceu o raciocínio, o estudo, a reflexão lógica e o bom senso como essenciais. Eis aí a base da verdadeira fé, que ao contrário da fé dogmática e cega deve ser estabelecida na razão, com um longo processo de aprendizado. Pois que então a fé se torna inabalável, encarando a razão frente a frente em todas as épocas da Humanidade.