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Discípulos, Espíritos em evolução

No nosso imaginário os discípulos, principalmente os doze apóstolos que seguiram Jesus de perto e foram escolhidos por Ele para este seleto grupo, eram pessoas sem falhas, sem erros e sem medos. 

Muitos exemplos nos chamam a atenção para os processos evolutivos individuais dos discípulos.

No episódio em que Jesus encontra uma multidão com seus discípulos e um homem se aproxima de Jesus e Lhe pede para que expulse os demônios de seu filho que cai no chão e muitas vezes no fogo, Jesus ordenou que os demônios deixassem o menino e este com a ajuda de Jesus se levantou, os discípulos quando estavam sozinhos com Jesus lhe perguntaram por que eles não conseguiram expulsar os demônios e Jesus afirma que foi por falta de fé.

Com relação a falta de fé recordemos a edição 04/21 onde Tomé precisou ver Cristo materializado na reunião dos apóstolos para acreditar em sua ressurreição.

Vemos também os discípulos traírem Jesus, mesmo depois dos avisos de Jesus na última ceia, tendo Pedro O traído na véspera do calvário o renegando como vimos na edição 12/20 e, como por ambição pelo poder Judas Iscariotes trai o Messias no relato da edição 01/21 o que culmina em um ato desesperado de findar com sua própria vida, como relata a edição 02/21.

Certa vez os discípulos discutiam quem seria o maior dentre eles, e Jesus percebendo essa disputa lhes disse: “Quem quiser ser o primeiro será o último e o servo de todos”.

Depois de discussões e desentendimentos entre os discípulos na Casa do Caminho, Jesus aparece no meio deles para lhes lembrar que devem viver em harmonia.

Pedro depois de um dia inteiro doando cobertores e alimentos recolhidos com a população e doados aos necessitados, vê Cristo no fim da fila e muito alegre relata a Jesus sobre as doações feitas naquele dia, e Jesus lhe pergunta: “De tu mesmo Pedro, o que tu deste?”.

Jesus não escolheu para o seu apostolado Espíritos perfeitos, mas homens de fé e amor sinceros para vivenciarem e expandirem os ensinamentos Cristãos e, nos dias de hoje, também nos vemos com medos, falhas, erros de julgamento e conduta como os primeiros seguidores do Cristo também experimentaram há mais de dois mil anos. E o Cristo acredita em nós como acreditou em cada apóstolo que recrutou para o grande trabalho em prol da humanidade. 

Aceitemos nossas falhas e procuremos nos melhorar a cada dia, mas que elas não sejam desculpas para negarmos a oportunidade de trabalho junto a Jesus.