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Destruição dos seres vivos uns pelos outros

Estudando a questão da destruição mútua podemos compreender o que parece ser uma incompatibilidade com a bondade de Deus. Essa conclusão só faria sentido se considerarmos apenas a vida orgânica, se enxergamos a vida espiritual o foco muda completamente, e é isso que Kardec destaca no item 21 da gênese, cap III:

“A verdadeira vida, tanto do animal quanto do homem, não está no envoltório corporal … Ela está no princípio inteligente que que preexiste e sobrevive ao corpo”.

Essa afirmação deixa claro que a verdadeira vida é a vida do espírito e o processo de troca de envoltório corporal a cada nova encarnação é tão comum e natural como trocarmos de roupa.

O objetivo da reencarnação é a evolução, para isso necessitamos de um corpo físico, que é somente um instrumento utilizado pelo espírito para cumprir este objetivo; o corpo se desgasta neste trabalho, mas o espírito não, sai de cada encarnação mais forte e mais desenvolvido

Kardec nos explica que existem considerações morais de uma ordem mais elevada que precisamos considerar. Para os seres que estão estagiando nas faixas mais inferiores da escala evolutiva, como a espécie animal, umas das necessidades mais imperiosas é a alimentação, e esta luta é necessária para o desenvolvimento do espírito, pois nesta atividade os seres exercitam sua astucia e inteligência, um para se alimentar e outro para se defender; um deles sucumbe, mas o que “morre” é o corpo; Algum tempo depois este que sucumbiu terá uma nova oportunidade num outro corpo físico, com todo o aprendizado adquirido. 

Para os seres humanos, dotados de senso moral e mais distanciados das primeiras fases em que viviam praticamente somente a vida material, a necessidade de destruição não se dá mais pela necessidade de alimentação, mas para saciar sua ambição, seu orgulho e sua necessidade de dominação. Mais evoluídos e purificados passam a ter horror ao sangue, então começa para eles outro tipo de luta, contra suas próprias imperfeições e não mais contra seus irmãos, compreendendo finalmente o dever de amar e educar, cumprindo seu papel na lei de auxílios mútuos.