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Da identificação dos Espíritos

É certo que, eventualmente, um Espírito inferior pode se utilizar de um nome conhecido e distinto com o objetivo de enganar, zombar ou fascinar os mais desavisados. A dúvida que persiste, então, é como se pode comprovar a identidade dos Espíritos. 

Na manifestação do Espírito de alguém conhecido, a familiaridade da linguagem do comunicante pode ser utilizada na sua identificação. O conteúdo da mensagem também pode revelar fatos particulares e acontecimentos conhecidos apenas pelo interlocutor. 

Em algumas mensagens pode-se observar uma caligrafia semelhante a do comunicante em vida e, em casos raros, assinaturas idênticas comprovam a identidade do Espírito. Já no século XX, Francisco Cândido Xavier iniciou sua tarefa mediúnica como um desses raros casos, capazes de reproduzir a escrita e assinatura do Espírito, que foi verificada por peritos grafotécnicos em alguns casos, inclusive na admissão de carta psicografada de Maurício Garcez Henriques após a sua morte, no julgamento de José Divino Nunes em 1979. 

Eventualmente, um nome de destaque pode ser utilizado como forma de fixar ou ressaltar uma ideia, uma vez que os Espíritos Superiores formam grupos de mesmo caráter com similaridades de sentimentos, cujas individualidades são, em grande parte, desconhecidas no mundo físico. 

Portanto muito mais importante que o nome do autor da mensagem é sempre o seu conteúdo. Em todas as comunicações dos Espíritos, o essencial é a avaliação criteriosa e imparcial do conteúdo da mensagem e da linguagem utilizada, acolhendo-se a advertência de S. João: “não acrediteis em todo Espírito, mas experimentai se os Espíritos são de Deus” através de cuidadosa análise de suas obras, pois como nos disse o Cristo: “é pelo fruto que se reconhece a qualidade da árvore”.