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Companheiros de jornada

Por vezes, notamos os companheiros animais que transitam conosco na reencarnação dotados de pensamentos que somente a eles pertencem e de uma vontade que ultrapassa até mesmo as nossas ordens. Vemos até que alguns sorriem e, em outros momentos, lágrimas caem de seus olhos. Nitidamente, somos capazes de diferenciar neles a alegria da tristeza e até mesmo a raiva e o medo. Nas expressões mais profundas da face, ali, por trás daqueles corpos animais, vemos a alma se manifestando em todas as suas expressões. Assistimos modificações que acontecem ao longo da reencarnação e vemos percepções diversas sobre situações distintas.
É tão belo assistir a tudo isto. Nossos olhos se encantam com tanta vida. E nossos corações vão se apaixonando e, quando percebemos, amamos tão profundamente essas almas como verdadeiros filhos.
De repente, somos surpreendidos quando alguém cogita que animais não têm vontade própria. Nosso pensamento imediatamente questiona tal observação e somos inundados por diversos exemplos que observamos ao longo da vida sobre a capacidade de escolha dos animais. Exemplos maravilhosos vêm à mente, como ao pedirem passeios, ao ficarem vaidosos com elogios, ao pedirem petiscos, ao decidirem os alimentos que desejam. Ou exemplos mais dolorosos, quando se negam a tomar um medicamento ou mesmo quando fogem de casa.
Ao buscarmos a Doutrina Espírita, encontramos a questão 595 de “O Livro dos Espíritos”: Gozam de livre-arbítrio os animais, para a prática dos seus atos?

“Os animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo, a liberdade de ação, de que desfrutam, é limitada pelas suas necessidades e não se pode comparar à do homem. Sendo inferiores a este, não têm os mesmos deveres que ele. A liberdade, possuem-na restrita aos atos da vida material.”

Amigo leitor, a observação nos mostra que os animais têm livre-arbítrio e testemunhamos isso em incontáveis momentos. E a evolução nos demonstra que o livre-arbítrio evolui à medida que o espírito evolui. O espírito na fase de humanidade, dotado da consciência de Deus, e desta forma respondendo à Lei de Ação e Reação, têm livre-arbítrio maior, devendo em algum momento ser direcionado para a escolha dos caminhos da evolução.
Por isto mesmo, têm maiores deveres perante si mesmo, perante Deus e perante os irmãos de jornada, que habitam os outros reinos no processo de evolução. Para que possamos fixar na mente a afirmação mais importante do Espírito de Verdade nesta questão, a deixaremos aqui para reflexão e para que e possamos compreender os animais: “Os animais não são simples máquinas, como supondes.”