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Como crianças no planeta de provas e expiações

“Há muitas moradas na casa de Meu Pai ” , Jesus Cristo (João, cap XIV, v 1-3)

Nos tempos imemoriais do cosmos, Deus através de Sua infinita bondade, de tempos em tempos, promove novas oportunidades de evolução para os espíritos. Como uma peça sinfônica que volta a ser executada com uma tonalidade acima, os mundos sofrem o impositivo das migrações espirituais. 

Os planetas permanecem inalterados, porém, sua população se renova. As almas que acompanham o processo de evolução moral continuam seus ciclos reencarnatórios no mesmo mundo, próximos aos seus afetos, em caminho ascendente para a felicidade. Aqueles que insistiram em atender aos chamados do ego, cultivando sentimentos nos campos do orgulho, vaidade e egoísmo, colhem os frutos amargos do exílio espiritual. São como crianças que não aproveitaram o ano letivo, voltando as costas aos ensinamentos superiores. E, assim, são conduzidas a outros mundos recém-classificados na mesma categoria para um novo recomeço. Espíritos rebeldes de um planeta de provas e expiações que caminha para regeneração, são encaminhados para um mundo primitivo que se tornará um planeta de provas e expiações. Aconteceu o mesmo com a Terra. 

Em determinado momento, espíritos de grande evolução intelectual, mas que se mantinham na infância moral, não obtiveram permissão para prosseguir seus aprendizados em seu próprio mundo: o planeta evoluído situado a 42 anos-luz de nós no sistema Capela, como nos relata Emmanuel, no livro “A Caminho da Luz”. 

Como alunos reprovados, retornam a uma nova instituição escolar para desenvolver imprescindível lição para evolução: a moralidade. Possuindo corpos espirituais esteticamente bem desenvolvidos, não perdem sua forma humanóide. Entretanto, reencarnam no início do espectro da humanidade. São aspectos próximos dos homens primitivos e bem distantes dos padrões de harmonia e beleza que possuíam. 

Com inteligência superior e quase sem senso moral, viriam alavancar o desenvolvimento do planeta e auxiliar os espíritos nativos. Na mesma prerrogativa, o mal que poderiam considerar que lhes acontecia era utilizado para o bem comum. Abençoado enxerto espiritual que conhecemos como raça adâmica. A seguir seus primeiros passos reencarnatórios impulsionando as transformações da civilização.