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Caminhos para Deus: o Conhecimento

Quando falamos sobre nossa evolução espiritual, lembremo-nos que existem vários caminhos para alcançá-la, assim como o tempo é aquele que nos dispomos a consumir nessa viagem. 

Para Moisés o caminho é o do cumprimento rigoroso das leis: as morais, inscritas no Decálogo, e as sociais sustentadas pelo caráter divino de sua missão, visando sua obediência. 

Jesus, por outro lado, apresentou uma alternativa de trajeto apoiada no amor, aquele que abrange o sentimento da criatura pelo seu Criador, bem como com o seu semelhante. 

A partir desse novo ponto de vista, Deus deixa de ser aquele terrível e vingativo e passa a ser o Pai de amor, bondade e misericórdia. Contudo, Jesus não pôde aprofundar seus ensinos, adaptando-os segundo o grau de adiantamento da humanidade à época, razão pela qual lhes falava por parábolas, alegorias que encerram o sentido moral de seus ensinamentos e que, de alguma forma, os preservou. 

Cumprindo as promessas do Mestre, quando a humanidade estava amadurecida e o conhecimento científico estava mais desenvolvido, abriu-se um novo trajeto: o Espiritismo, uma nova ciência que revela a existência do mundo espiritual e das leis que regem as relações deste com o mundo material. 

É representado pelas vozes dos Espíritos que se levantam para esclarecer seus irmãos de viagem, não para contestar as leis do Cristo, mas para dar-lhes total cumprimento, através do conhecimento de nossa natureza, como Espíritos que vivem nesse instante no corpo físico, têm um passado de conquistas e derrotas e um futuro em construção por nossos próprios meios e méritos. Levanta dos nossos olhos o véu da ignorância e do prodigioso, nos conferindo a coragem e a fé, ambas alicerçadas na rocha da sabedoria e da responsabilidade. 

Enfim, é o caminho que nos chama ao cumprimento da lei de amor, do jugo suave e do fardo leve, porque nos leva a olhar para o alto com a certeza de que estamos na direção certa. 

Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 5 a 7.