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Caminhos para Deus: o Amor

Anteriormente falamos sobre o caminho traçado por Moisés para chegarmos ao pináculo da nossa existência enquanto Espíritos: o cumprimento rigoroso das leis, as imortais e eternas inscritas no Decálogo, assim como as de organização social, ambas sustentadas pelo divino para assegurar o seu cumprimento.

Ao largo desse caminho, Jesus trouxe enquanto encarnado entre nós uma nova possibilidade, uma alternativa de trajeto tendo como ponto de chegada aquele também almejado por Moisés: encontrar Deus. 

Mas Jesus ao traçar seu roteiro não abandonou a lei de Deus, apenas separou aquilo que era de caráter social e transitório reforçando o que deveríamos ter como objeto de nosso esforço para cumprir as leis até o último j: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Através desse duplo ensinamento Jesus resumiu todas os deveres do homem para com o Criador e para com seus irmãos, desfazendo as obrigações meramente formais e aquelas que redundavam em práticas exteriores inócuas para o desenvolvimento do Espírito. Jesus não só ensinou como exemplificou, demonstrando que ao homem basta agir segundo esses princípios e alcançará a Deus, não mais o Deus terrível e vingativo, mas o Pai de amor, de bondade e misericórdia. Não mais se conquistaria seu lugar dos justos pela aparência do bem, mas pelo efetivo bem. No entanto, Jesus também não pode aprofundar seus ensinos, mas os adaptou de acordo com o grau de adiantamento da humanidade e falando ao povo por parábolas o que de alguma forma preservou as Leis Divinas. 

Moisés e de Jesus ofereceram à humanidade roteiros mais ou menos seguros para alcançar a Deus, mas lembremos que cabe a cada Espírito escolher o caminho a seguir e o tempo que pretende gastar nessa viagem, mas cedo ou tarde todos se colocarão no trajeto que deve conduzir a um único destino. 

Fonte: Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, itens 3 e 4.