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As três revelações espíritas

Vamos analisar as três revelações e como elas se interconectam. Moisés e a primeira revelação nos trouxeram o conhecimento a respeito da unidade de Deus e também os dez mandamentos. Jesus Cristo, o Mestre do amor, ao trazer o Evangelho em sua essência divina, trouxe-nos a segunda revelação. E, com ela, a peça central através da qual apenas se desdobra a terceira revelação. Jesus extraiu o que era humano dentro da primeira revelação e iluminou o que era divino.

 Revelou a existência da vida do espírito e, consequentemente, da vida futura, das penas e recompensas. Mostrou-nos  a existência de um Deus soberanamente bom, justo, misericordioso e não mais um Deus vingativo e cruel. Esclareceu que o verdadeiro mundo, a terra prometida, não está nesta existência material na qual vivemos agora, mas no mundo celeste, no plano espiritual, nosso destino no desencarne.

Com esse caminho, Cristo nos levou a repensar a vida material
e a importância que damos à ela. Deverá também nos ajudar a reformar os costumes e as relações sociais  — estrada longa
que devemos percorrer

Mas o Cristo também nos disse que muitas coisas não poderíamos compreender, pois ainda não tínhamos condições para isso e que outras verdades ainda seriam reveladas, no tempo certo. Quando estivéssemos amadurecidos o suficiente, Ele nos enviaria: “O Consolador, o Espírito
de Verdade, que restabelece todas as coisas e a todas explica”.

Enfim, chegou o Espiritismo, a terceira revelação. Através dele, o homem soube de onde veio, porque está aqui, para onde vai e as razões para sofrer, consciente de que todos somos filhos do mesmo Pai, temos a mesma origem, fomos criados simples e ignorantes, com a mesma aptidão para o progresso

Aprendeu ainda que Deus, nosso Pai, não trata nenhum de seus filhos de forma diferenciada. Sabemos que temos evoluído, ao longo dos milênios, desde o átomo primitivo, átomo no sentido da menor partícula existente, passando pelo reino mineral, reino vegetal, reino animal, hoje estagiando no reino hominal rumo ao reino angélico. 

Temos conhecimento de que o mal é um estado temporário do espírito, causado pelo homem, em função do uso de seu livre-arbítrio e que os chamados demônios, na realidade, são espíritos como nós, mas que ainda estão vivendo num estado inferior da prática do mal.

Podemos compreender também que a felicidade ou infelicidade que desfrutamos hoje é fruto dos nossos atos do passado, colhendo todo o bem ou mal que praticamos em vidas passadas ou mesmo nesta reencarnação, compreendendo que nosso bem-estar futuro depende dos atos que praticamos hoje. Entendendo a pluralidade das existências, finalmente, encontramos a explicação para as anomalias constatadas no mundo. 

E vislumbramos a misericórdia de Deus: Pai amoroso que nos perdoa e nos dá a oportunidade de corrigir os equívocos cometidos por nossa ignorância sobre Suas Leis Divinas. Assim, constatamos que não existem penas eternas.