BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

As mãos augustas do Cristo

Sob a licença do leitor amigo, convidamos a reflexão através do livro A Caminho da Luz, porquanto o texto fala por si:

“…As mãos de Jesus haviam descansado, após o longo período de confusão dos elementos físicos da organização planetária. 

O DIVINO ESCULTOR 

Sim, Ele havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas legiões de trabalhadores divinos, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a escultura geológica do orbe terreno, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça. Com os seus exércitos de trabalhadores devotados, estatuiu os regulamentos dos fenômenos físicos da Terra… Organizou o cenário da vida, criando, sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir… A ciência do mundo não lhe viu as mãos augustas e sábias na intimidade das energias que vitalizam o organismo do Globo. Substituíram-lhe a providência com a palavra “natureza”, em todos os seus estudos e análises da existência, mas o seu amor foi o Verbo da criação do princípio, como é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na imortalidade sem fim. E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso. Daí a algum tempo, na crosta solidificada do planeta, como no fundo dos oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra. Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.” (destaques nossos).

Sentindo o texto, mais até do que compreendendo-o, percebemos que a interferência negativa da humanidade no meio ambiente significa destruir a própria obra do Senhor, cujas mãos compassivas e misericordiosas nos aguardam a colaboração.

Eis que a Doutrina Espírita nos convida a transformação e ao exercício do amor, através da fé lógica, nos abrindo as portas do conhecimento universal.