BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

As Cartas do Cristo

No livro Paulo e Estevão, psicografia de Chico Xavier, pelo espírito de Emmanuel, vivenciamos sublime relato sobre a intervenção do Cristo em auxílio a Paulo que roga a Jesus, não lhe faltasse com os socorros necessários ao cumprimento integral de suas tarefas. “…Terminada a oração, sentiu-se envolvido em branda claridade. Teve a impressão nítida de que recebia a visita do Senhor. Genuflexo, experimentando indizível comoção, ouviu uma advertência serena e carinhosa: – Não temas (dizia a voz), prossegue ensinando a verdade e não te cales, porque estou contigo. O Apóstolo deu curso às lágrimas que lhe fluíam do coração. Aquele cuidado amoroso de Jesus, aquela exortação em resposta ao seu apelo, penetravam-lhe a alma em ondas cariciosas… pensou nas dificuldades para atender às várias igrejas fraternas. Tanto bastou para que a voz dulcíssima continuasse: – Não te atormentes com as necessidades do serviço. É natural que não possas assistir pessoalmente a todos ao mesmo tempo, mas é possível a todos satisfazeres, simultaneamente, pelos poderes do espírito. …a voz prosseguia com brandura: – Poderás resolver o problema escrevendo a todos os irmãos em meu nome; os de boa-vontade saberão compreender, porque o valor da tarefa não está na presença pessoal do missionário, mas no conteúdo espiritual do seu verbo, da sua exemplificação e da sua vida. Doravante, Estevão permanecerá mais conchegado a ti, transmitindo-te meus pensamentos, e o trabalho de evangelização poderá ampliar-se em benefício dos sofrimentos e das necessidades do mundo.  …a luz se extinguira; o silêncio voltara a reinar entre as paredes singelas da igreja de Corinto. …Assim começou o movimento dessas cartas imortais, cuja essência espiritual provinha da esfera do Cristo… o próprio Simão Pedro, recebendo as primeiras cópias em Jerusalém, reuniu a comunidade e, lendo-as, comovido, declarou que as cartas do convertido de Damasco deviam ser interpretadas como cartas do Cristo aos discípulos e seguidores, afirmando, ainda, que elas assinalavam um novo período luminoso na história do Evangelho”. 

Ouçamos o Mestre: “…Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.” (Mateus cap.7, v.8)