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Antigos e modernos sistemas do mundo – parte II

Os povos foram pouco a pouco aprofundando o entendimento a respeito dos sistemas, observaram a imobilidade da estrela polar em torno da qual as demais estrelas descreviam círculos oblíquos, sendo este o ponto de partida em direção à descoberta da inclinação do eixo da terra. Com a possibilidade de viagens mais longas foi possível observar os diferentes aspectos do céu, de acordo as diferentes latitudes e estações do ano, e possibilitou a constatação de que a estrela polar tinha diferentes elevações dependendo da latitude, dando ensejo a compreensão de que a Terra era uma esfera. 

Foi então que Tales de Mileto, em 600 A.C. descobriu a esfericidade da Terra, a obliquidade da eclíptica, que é a linha imaginária da órbita da terra ao redor do sol, e a causa dos eclipses. 

Kardec destaca ainda outras descobertas:

  • Pitágoras descobre o movimento diurno da Terra sobre seu eixo, o movimento anual em torno do sol e juntou os planetas e cometas no sistema solar.
  • Hiparco de Alexandria inventou o astrolábio em 160 A.C. e calculou e predisse os eclipses; determinou o ano trópico, que é o tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno do sol, aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos, além de determinar o movimento da lua em torno da terra e suas quatro fases, que são chamadas de revoluções da lua.

Estas descobertas permaneceram restritas a filósofos que a ensinavam a discípulos privilegiados e demoraram cerca de 2 mil anos para se popularizarem.

Ptolomeu em 140 A.C. compôs um sistema, em que a Terra é uma esfera no centro do universo, e os demais astros orbitam ao redor dela. Os astros estariam fixados sobre esferas concêntricas e girariam com velocidades distintas e era composto por quatro elementos, terra, água, ar e fogo. Este sistema foi o único adotado pelo mundo civilizado por cerca de 15 séculos.

Foi somente no século 16, com Copérnico que esta visão começou a mudar, assunto que estudaremos no fechamento deste tópico no próximo número.