BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

Antigos e modernos sistemas do mundo – Final

No início do século 16 Copérnico retoma as ideias que Pitágoras havia levantado por volta de 500 A.C. e tornou publico um sistema no qual o Sol está no centro, os astros orbitam ao seu redor e a lua é um satélite da Terra. Com a invenção do telescópio por Galileu, cem anos depois, foi possível descobrir os quatro satélites de Júpiter, foi comprovado que os planetas não têm luz própria como as estrelas, que são iluminados pelo sol e que são esferas semelhantes à terra.

Deste modo, por meio de provas materiais este sistema foi enfim aceito, dois mil anos depois, derrubando definitivamente o sistema de Ptolomeu, acabando com o sistema de céus superpostos, os planetas puderam ser reconhecidos como orbes similares à Terra, as estrelas não estavam mais confinadas em uma região. As constelações são apenas agrupamentos aparentes, de uma determinada perspectiva, e para distingui-las foram dados nomes, Leão, Orion, Capricórnio, etc.

A partir de então a astronomia só avançaria. Com a divulgação pela imprensa o público tomou com conhecimento das novas ideias e conceitos e não mais se deixou enganar pelos que ainda lutavam contra estas ideias, pois estas se baseavam em fatos que podiam ser comprovados, graças à invenção de um instrumento ótico.

Com os caminhos abertos, outros entrariam para completar a obra já iniciada. Mais tarde Kepler descobriu as leis nas quais os planetas não descrevem órbitas circulares, mas elípticas, das quais o sol é um dos focos; Newton descobriu a lei da gravitação universal; Laplace criou a mecânica celeste, que estuda os movimentos dos astros aplicando as leis da mecânica. 

Kardec finaliza dizendo “A astronomia enfim, não é mais um sistema criado sobre conjecturas ou probabilidades, mas uma ciência estabelecida sobre as bases mais rigorosas de cálculo e da geometria. Assim está assentada uma das pedras fundamentais da Gênese”.