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A verdadeira visão do amor

Muitas vezes, ao nos debruçarmos nas lições do Novo Testamento, com a Bíblia nas mãos, com sinceridade, temos dificuldade de compreender as passagens ali citadas. Nossa memória consciente está instalada nestes últimos séculos, XX ou XXI, na dependência de quando reencarnamos.
Trazemos inserida em nós a cultura atual, os meios de comunicação dos quais dispomos, a velocidade das notícias, a velocidade de interação, a busca dos diversos assuntos através de recursos quase instantâneos. No entanto, é preciso dar um passo para trás e nos lembrarmos de dois fatores primordiais.
O primeiro, mesmo em pleno século XXI, há diferenças notáveis entre as regiões do planeta Terra. Há povos com diversos acessos ao mais alto desenvolvimento intelectual, linguagens, culturas e alimentos distintos, além de disponibilidades genéticas com mínimas diferenças.
O segundo fator a observar é a cultura entre as fases históricas em que vivemos, como os povos pensavam e agiam na época em que Jesus esteve encarnado entre nós. E confrontar com o que os povos pensam e agem no agora, em pleno século XXI.
Há incontáveis templos espalhados em nosso planeta com um número considerável de religiões, uma grande parte delas tendo como base os ensinamentos do Cristo sob interpretações variadas. Na época de Jesus os estudos se baseavam na região em que Ele vivia e nas lições deixadas pelos profetas.
Trazia uma visão nova sobre a vida, sobre os caminhos, sobre o destino dos seres, sobre o destino após a morte, sobre a fraternidade e sobre a caridade.
Havia apenas um templo na época, o de Salomão, onde os peregrinos iam em épocas festivas, como a Páscoa. Mas no cotidiano, espalhadas ao longo de várias cidades, inúmeras sinagogas serviam para os estudos dos textos sagrados. Jesus seguia por Jerusalém pregando aos sábados nas sinagogas porque naquela época os estudos dos escritos eram coletivos e todos podiam falar.
Ali, o Mestre do amor deixou sublimes ensinamentos. E chamou a atenção
para os equívocos humanos. Partilhou nas sinagogas a Constituição Divina e marcou Sua presença ao nos deixar as diretrizes da paz.
Ele é o Arcanjo luminoso que nos governa e pisou seus pés encarnados no solo da Terra que ele mesmo construiu. Escreveu na história eterna as lições benditas do amor e deixou as mais lindas poesias da vivência humana, marcando para a eternidade a conduta reta do homem de bem e as mãos sublimes do sacrifício do amor incondicional para que pudéssemos compreender que permaneceria conosco eternamente.