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A última ceia

Reunido à mesa os discípulos, Jesus levanta-se e oferece a cada um deles um pedaço de pão, dizendo: “Tomai e comei! Este é o meu corpo”. Em seguida, serve-lhes o vinho: “Bebei! Este é o meu sangue. Todos os que partilharem conosco, através do tempo, desse pão eterno e desse vinho sagrado da alma, terão o espírito fecundado pela luz gloriosa do Reino de Deus.” 

Os apóstolos, sem compreender a profundidade das palavras do Cristo, se maravilhavam com as promessas daquele reinado venturoso. Com empolgação, falavam sobre as aspirações do futuro. 

Nesse instante, observaram que Jesus se levanta e, despindo-se da túnica singela, coloca ao redor da cintura uma toalha. Em seguida, toma um vaso de água perfumada e, ajoelhado, começa a lavar os pés de cada um deles. Ante o protesto geral em face daquele ato de suprema humildade, Jesus repetiu o seu imorredouro ensinamento: “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque Eu o Sou. Se Eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, deveis igualmente lavar os pés uns dos outros no caminho da vida, porque no Reino do Bem e da Verdade o maior será sempre aquele que se fizer sinceramente o menor de todos.”

Jesus, durante Sua trajetória de luz, sempre se colocava na posição de servir
a quem, através da fé, rogasse-lhe o recurso do socorro. Em muitas passagens, vemos o Mestre expulsando demônios, curando os leprosos, os cegos, os paralíticos, ressuscitando os mortos e abrindo os braços para as ovelhas perdidas. 

Em sua última ceia com seus discípulos personifica a humildade como um dos maiores ensinamentos para que a humanidade possa entrar no reino dos céus! Essa é a sagrada lição que precisamos colocar em prática, esse é o caminho libertador, pois a humildade nivela os espíritos em todas as fases de evolução, abrindo-lhes os olhos e o coração para que vivenciem a jornada evolutiva como verdadeiros irmãos.

Humberto de Campos relata essa passagem no capítulo 25 do livro “Boa Nova”, psicografia de Chico Xavier. Vale a pena ler!

Ouçamos o Mestre em Lucas  (Cap. XIV,  v.1,7 -11)

 “… porque todo aquele que se eleva será rebaixado, todo aquele que se rebaixa será elevado”