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A teoria magnética e a do meio ambiente

Alguns, contestando Espiritismo, teorizavam que as comunicações mediúnicas não seriam devido à intervenção dos Espíritos, mas que o médium, num estado sonambúlico por um efeito magnético, acessaria todas as informações de si mesmo ou que o médium refletiria tais informações das outras pessoas no meio ambiente.  

Ressaltamos, para iniciar a nossa conversa, que o magnetismo era muito estudado na época da codificação espírita. 

Segundo a teoria magnética, o médium entraria num estado de consciência alterada de sonambulismo desperto por ação magnética com desenvolvimento anormal das atividades intelectuais, acessando, pela própria lucidez e a partir de si mesmo, as informações que transmite. Embora algumas manifestações anímicas (comunicações do próprio Espírito do médium) possam ser explicadas por tal teoria, a diversidade no vocabulário e do estilo da escrita das mensagens, além da contradição de algumas mensagens oriundas do mesmo médium comprovam a diversidade das fontes. E, por qual razão diria o médium ser a mensagem dos Espíritos, se fosse proveniente de si mesmo?

A teoria do meio ambiente refere o médium como uma espécie de espelho refletor de todos os conhecimentos, pensamentos e ideias das pessoas ao seu redor ou mesmo de toda a humanidade. Entre as contradições de tal teoria podemos citar: a incapacidade do médium em responder a algumas perguntas simples sobre o público; a origem da Doutrina dos Espíritos, com seu ineditismo no pensamento humano; o mecanismo para a formação da comunicação por pancadas, que não apresenta nenhuma influência do médium. O médium, na verdade, obedece a uma influência que lhe é estranha e aos que o cercam, com independência e individualidade. 

Na comunicação entre os dois planos da vida, percebemos a misericórdia do Criador, que nos envia seus mensageiros do amor, a nos auxiliar e orientar, trazendo as Revelações Divinas para toda a humanidade.