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A promessa do reino dos céus

Bem-aventurados os pobres de espírito porque é deles o reino dos céus1. Mas quem são os pobres de espírito e onde ou o que é o reino dos céus, podemos nos perguntar diante dessa promessa de Jesus à humanidade e inscrita no Sermão da Montanha.

O reino dos céus é o Paraíso, os Campos Elíseos, a morada dos Espíritos Puros. E como se chega até lá? Com certeza através da nossa elevação espiritual, adquirida pela submissão e pela humildade que faz o homem afastar a inveja, o orgulho e o egoísmo e a enxergar a si mesmo por completo, com virtudes e fraquezas, reconhecendo o seu justo lugar. 

E qual o nosso modelo de humildade? O mais perfeito é Jesus, homem por excelência, na mais alta fase da sublimidade que, em vez de vir com audácia e insolência para derrubar o mundo antigo, vem à Terra encarnar-se numa família pobre e nasce entre os animais2.

A humildade não se declara, mas se identifica através de seus atos e posicionamentos. Aquele que tem humildade sempre acolhe com doçura as censuras que lhe fazem, por mais injustas que sejam, porquanto, sabei-o bem, a injustiça jamais irrita o justo3. O humilde não se exalta, porque entende poderá ser na mesma medida rebaixado4. Mas o humilde não se humilha porque conhece o seu verdadeiro valor e sabe que tem acima de si os seus superiores, assim como tem abaixo aqueles a quem deve sustentar. 

A fim de ilustrar essa virtude, vamos lembrar de uma história a respeito de Alexandre, o Grande.Em seus momentos derradeiros, ele convocou seus generais e fez três pedidos: a) que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; b) que pelo caminho até o seu túmulo fossem espalhados os tesouros conquistados; c) que suas mãos fossem deixadas fora do caixão, balançando no ar e à vista de todos. Um dos presentes, admirado com esses pedidos, perguntou as razões ao imperador que explicou: a) o caixão carregado pelos médicos mais iminentes serve para demonstrar que eles não têm poder de cura perante a morte; b) o chão coberto dos tesouros para que todos possam ver que os bens materiais conquistados na Terra, aqui permanecem; c) as mãos balançando ao vento para que as pessoas vejam que chegamos e partimos de mãos vazias5.

1 Mateus 5:3
2 RE, jul/1860
3 RE, mar/1861
4 Lucas, cap. XIV: 1 e 7 a 11
5 Os 3 últimos desejos de Alexandre o Grande. | Psicóloga e Psicanalista Cristãos (psicologacrista.com.br)