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A consciência do espírito

Os termos racionais e irracionais aplicados aos homens e aos animais nos fazem repetir automaticamente esses conceitos sem observá-los à luz da Doutrina Espírita. A humanidade tem como parâmetro a si mesma. No entanto, o parâmetro utilizado pelos espíritos ao nos orientar com a filosofia espírita é a evolução, sendo o exemplo máximo, a que tudo se refere, o arcanjo.
Estudar o espiritismo nos permite compreender, conforme nos orienta o Espírito de Verdade na questão 600 de “O Livro dos Espíritos”, que o principal atributo do espírito é a consciência de si mesmo. No entanto, somente na questão 607 podemos compreender melhor essa afirmação ao observarmos que o espírito em individuação, na fase de humanidade, passa a desenvolver a consciência para Deus e para si mesmo como espírito e confirmarmos isso na questão 610 que nos informa que a espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que O podem conhecer. Somos espíritos desde o momento de nossa criação. E Deus é nosso Pai, desde que fomos criados. Mas só passamos a compreender isso durante o processo de humanização, na fase de ser humano. É então que nos tornamos racionais, ou seja, capazes de enxergar quem somos e de aprender sobre Deus.
Na fase de animalidade, o espírito está em processo de individualização. Dessa forma, desenvolvendo a consciência para o próprio corpo e para o ambiente ao redor, é incapaz ainda de conceber a si mesmo, como espírito, e de conceber a existência de Deus, sendo dessa forma, sob a ótica espírita, irracional.