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Laços de afeto são eternos

“…Quando seu Arlindo acordou, a equipe de desencarne da colônia já estava presente. Frei Adolfo reuniu-se à equipe escalada para realizar o desligamento do corpo físico de Astor, conforme a programação reencarnatória dele.

Astor era hipertenso e, por necessidade do desencarne, sua pressão sofreu um pico promovendo o acidente vascular cerebral, que culminou no encerramento da pouca energia vital ainda presente no corpo físico.

Os técnicos desligaram todos os laços que prendiam o corpo espiritual ao corpo físico. Astor, então, foi recolhido com intensa ternura por Frei Adolfo.

Em sono profundo e carregado nos braços com carinho, foi encaminhado para o plano espiritual. Lá se encontrava à sua espera a antiga tutora (Dona Amélia, esposa de Seu Arlindo, que havia desencarnado há três anos).

Astor e Dona Amélia haviam sido gran-des companheiros e não era a primeira vez que se encontravam no plano espiritual.

Seu Arlindo chorava na Terra a despedida de Astor, pensando o quanto sentiria falta daquele grande amigo. Dona Amélia, no entanto, alegrava-se com a notícia de que teria junto de si, no plano espiritual, o companheiro querido e ansiava por vê-lo logo que fosse possível.

Enquanto isso, na colônia espiritual, adentravam Frei Adolfo e a equipe de desencarne do hospital veterinário. Astor era devidamente cuidado e recebia os primeiros tratamentos no corpo espiritual.

Acolhido e confortável, Astor está conosco agora, e dorme. Neste momento, já não tem nenhuma dor e dorme muito bem, como há muito tempo não acontecia devido à insuficiência respiratória causada pelo problema de coração.

Neste momento, chega, feliz e emocionada, Dona Amélia. Aproximou-se, então, de Astor, sentou-se ao seu lado. Olhou todo seu corpo espiritual. Com uma emoção profunda, disse baixinho:

– Meu grande companheiro Astor. Que alegria vê-lo aqui! Como Deus é bom, quanta bondade em nos aproximar novamente…”

Essa emocionante história do Evangelho dos Animais, livro que é uma psicografia da Equipe Espiritual da Asseama, nos dá um lindo exemplo da chegada dos animais ao plano espiritual. Mais uma vez, usamos o desdobramento do espírito Miramez, na questão 600, do Livro dos Espíritos:

“Não penses que os animais não têm alma. Engana-se quem pensa assim. Eles sobrevivem depois da morte, como os próprios homens. Não dispõem de idênticas faculdades dos seres humanos. Não obstante, são filhos igualmente de Deus, como seres que, no amanhã, deverão pensar, sentir, falar, discernir e ouvir, enfim fazer tudo o que o homem é capaz pelos processos que o progresso lhes impõe.”