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Fenômenos dos espíritos

Com o objetivo de esclarecer o leitor sobre o fenômeno das mesas girantes, nos primórdios dos processos mediúnicos da Doutrina Espírita, faremos aqui um apêndice ao estudo da “Introdução ao estudo da Doutrina Espírita”.

Embora os fenômenos “sobrenaturais” ocorram desde o início da civilização humana, a partir do século XIX ganharam características de uma invasão organizada, ocorrendo com grande frequência. Assim, em 31 de março de 1848, na cidade de Hydesville em Nova York, nos Estados Unidos, as irmãs Fox, ao ouvirem estranhos ruídos pela casa, iniciaram um processo de conversação por meio de pancadas com o autor do estranho fenômeno, descobrindo tratar-se de um homem que havia sido assassinado. 

Após o fenômeno de Hydesville, tornaram-se comuns, na América do Norte e na Europa, sessões em que mesas se moviam sem causa aparente, denominadas de mesas girantes. Em salões elegantes as mesas erguiam-se no ar, os participantes sentados ao redor com as mãos sobre a mesa espantavam-se, pois que ela se movia em todas as direções, girando e elevando-se no ar sem que se descobrisse que forças a tinham suspendido. 

Além de obedecer a ordens e direcionamentos, as mesas também eram capazes de responder a questionamentos. Davam determinado número de pancadas segundo o que fora convencionado, respondendo “sim” ou “não” à pergunta proposta. Formavam palavras dando uma pancada quando fosse proferida a letra necessária enquanto se recitava o alfabeto. Demonstrava-se, assim, ser esse um fenômeno inteligente e não apenas físico. Havia, portanto, uma causa inteligente. Ao indagar o próprio fenômeno, descobriu-se que era causado por seres que um dia habitaram a Terra e que após a morte viviam em outro plano de vida — eram os espíritos que vinham nos dar os seus testemunhos. 

Para facilitar a comunicação, os espíritos sugeriram adaptar um lápis ao fundo de uma cesta que, colocado sobre um papel, passava a escrever movimentado pela mesma potência oculta que levantava as mesas.  

Mas os objetos, sejam cestas ou mesas, apenas se movimentavam na presença de algumas pessoas que possibilitaram a ação dos espíritos, os médiuns. 

Assim, o médium sem tocar o papel ou o lápis, apenas a cesta, fornecia fluidos magnéticos que permitiam a ação do espírito sobre o lápis. Essa invasão organizada dos espíritos, através de uma fenomenologia mediúnica ainda incipiente e elementar, levou ao nascimento da Doutrina Espírita, auxiliando no despertar das consciências humanas para a realidade da vida do espírito.