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Sal da Terra, tempero da vida

De todas as passagens do Cristo na Terra, o Sermão da Montanha é uma das mais belas e mais profundas lições que nos mostra o caminho que leva ao Pai. Jesus disse: “Vós sois o sal da terra” e “Vós sois a luz do mundo” (Mateus, cap. V, v. 13 e 14). Todos aqueles que refletem o caráter do Cristo e que seguem Seus ensinamentos são o sal da terra e a luz do mundo, pois
foi assim que Ele se dirigiu aos discípulos. 

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”. Jesus fazia essa afirmação porque o sal do Mar Morto não podia ser usado como tempero por sua alta concentração de impurezas. Era descartado nas estradas e pisado. 

O sal que fica insípido e perde o sabor é uma analogia, que aponta para o discípulo que deixa de ter as características do Mestre. Sejamos o sal da terra, límpido e útil. Levemos ao nosso próximo a palavra que consola na caridade e atenua a dor.

A humildade que compreende, sem se fazer exaltar. Essa é a função do sal: não aparecer por si só, mas se doar, realçar e destacar o sabor dos outros alimentos. 

Não sejamos o sal insípido que será lançado fora, mas o sal puro que edifica e vivencia as lições do Mestre. “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”. Jesus exemplifica essa passagem citando a cidade de Safede, 900 metros acima do nível do mar, nas montanhas da alta Galiléia onde, mesmo de longe, era possível ver sua luz. 

A luz é necessária para que se possa enxergar o mundo e seus objetos. Sua função é clarear e revelar o caminho, sem ofuscar a visão. Os fariseus não entendiam isso e procuravam se diferenciar pela aparência exterior. Não compreendiam tampouco que a luz dos discípulos não vinha deles, mas era reflexo do Pai.

Para sermos a luz do mundo, aprendamos a ser humildes e pacíficos. Nossa influência deve ser nas boas obras, no auxílio, no apoio e consolo aos necessitados para que, diante disso, Jesus resplandeça.

Reflitamos nesse novo ano se estamos realmente vivenciando esse ensinamento do Cristo, pois ser o sal da terra e a luz do mundo se traduz no modo como tratamos nosso próximo e a nós mesmos, não nos esquecendo que tudo que vive é nosso próximo: o planeta, a natureza, os animais. 

Ouçamos o Mestre: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai,
que está nos céus.”  

(Mateus, cap.V, v.16)