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Passos rumo à angelitude

Em “O Livro dos Espíritos”, questão 610, temos: “A espécie humana é aquela que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecê-Lo.”

André Luiz, no capitulo 21, Desdobramento, do livro “Mecanismos da Mediunidade”, de Chico Xavier e Waldo Vieira, descreve como, no período
de sono físico, o espírito encarnado deixa seu corpo físico e se desloca a diferentes lugares no plano espiritual.

De acordo com seus pensamentos, sentimentos e atitudes cotidianas, estabelece sintonia vibratória e é atraído para a companhia de bons ou maus espíritos. Essa relação com o plano espiritual acontece constantemente entre nós.

O homem primitivo, recém-chegado ao processo de pensamento contínuo, demanda muita energia para manutenção de sua vida física. Traz presente em seu íntimo as heranças instintivas da fase de animalidade. Comporta-se de forma brutal e selvagem em relação o seu meio.

Durante o sono reparador, pode o plano divino alcançá-lo, intuí-lo, inspirá-lo, lançando as primeiras sementes dos princípios de responsabilidade e moralidade. Com as memórias desses encontros agindo de forma intuitiva, passa o homem das cavernas, lentamente, a compreender a natureza e seus elementos, em meio ao combate diário na conquista de seu sustento e do cuidado com sua prole.

Gradativamente, a consciência do auxílio mútuo e da colaboração passam a fazer parte de seu comportamento. Dor e sofrimento pela perda dos entes queridos são o começo dos questionamentos sobre o significado de sua relação com o mundo. 

São indagações ainda embrionárias, é verdade, das profundas necessidades
de entendimento da vida. Mas um processo fascinante se inicia.

O espírito que almeja respostas, ainda engatinhando na forma humana, ensaia os primeiros passos rumo à angelitude.