BEM-VINDO À REVISTA ESPÍRITA ASSEAMA

Leo, o boi que faz o que quer

Pode ser que você não se recorde, mas inúmeras vezes, durante as palestras, os expositores da Asseama falaram sobre o boi que aprendeu a usar o focinho para abrir a tramela do portão do seu recinto, escolhendo o horário que queria sair. Assim, o querido Leonardo exercia seu livre-arbítrio. Um dia, foi flagrado já no pasto antes de abrirem o portão da casa dos bois. Graças a uma filmagem, descobriram que, usando sua inteligência, desvendou como sair do recinto.

Os animais também possuem livre-arbítrio, sim, e não é difícil perceber isso no nosso cotidiano com nossos filhos do coração. Preste atenção quando escolhem o local para deitar, com o que preferem brincar ou até quando roubam um petisco – mesmo com o risco de levar uma bronca.

Os cientistas acreditam que o livre-arbítrio seja uma propriedade biológica, um traço de personalidade. E que não só o homem, mas também eles gozem
de livre-arbítrio: das moscas aos mais evoluídos.

Como o Espiritismo está sempre adiantado, “O Livro dos Espíritos” já nos disse isso há 160 anos, na questão 595.

Gozam de livre-arbítrio os animais, para a prática dos seus atos?

“Os animais não são simples máquinas, como supondes. Contudo,
a liberdade de ação de que desfrutam é limitada pelas suas necessidades,
e não se pode comparar à do homem. Sendo bem inferiores a este, não têm os mesmos deveres que ele. A liberdade, possuem-na restrita aos atos da vida material.”

Já a questão 600 explica que essa vontade de escolha se limita à encarnação, pois na erraticidade é tutorado por entidades espirituais, como lindamente discorre o espírito Miramez, no livro “Filosofia Espírita”, ao citar o desdobramento dessa questão:

“Os animais, depois da morte física, ficam em uma espécie de estado de erraticidade. Certamente que existe lugar para todos na casa de Deus, visto que todos pertencemos a Ele, Criador Universal. Os animais estão sob a tutela de elevadas Entidades espirituais, a quem cabe deles cuidar com carinho e atenção…”

Os lugares aos quais são levados estão de acordo com suas necessidades. Existe lugar até para o átomo, de modo que ele circule nos núcleos onde a atração o detém.

Que Deus os abençoe e Jesus ampare sempre esses nossos irmãos, que caminham na nossa retaguarda.